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Corrida às vacinas em França

De  Teresa Bizarro
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Pavilhão desportivo em Lyon, França, convertido em centro de vacinação contra a Covid-19
Pavilhão desportivo em Lyon, França, convertido em centro de vacinação contra a Covid-19   -   Direitos de autor  Laurent Cipriani/AP
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20 mil novas marcações para vacinação por minuto em França. É a reação à decisão de restringir o acesso à maior parte dos recintos fechados a portadores do certificado digital de vacinação ou de um teste negativo à Covid-19. A medida aplica-se a cafés, restaurantes, centros comerciais ou ginásios, mas também a comboios ou autocarros de longo curso.

Um anúncio feito esta segunda-feira pelo presidente francês que quer conter uma nova vaga da pandemia durante o verão. A resposta da população foi aplaudida pelo ministro francês da Saúde nas redes sociais.

A vacinação passa a ser obrigatória para os profissionais de saúde e prestadores de cuidados primários e Guillaume Cochin, um terapeuta da fala, está nesse grupo. Diz que há "um esforço a ser feito por todos" e que apesar de haver "pessoas que não estão contentes por estarem a ser obrigadas" é importante lembrar "a sorte de ter vacinas enquanto há países que não as conseguem ter". Penso que por vezes não estamos suficientemente conscientes da sorte que temos de estar em França e de podermos proteger a nossa saúde," afirma.

Nem todos pensam da mesma maneira. Véronique Richard, cabeleireira, não ten intenção de se fazer vacinar. "Não sou anti-vacina, mas é apenas pelo princípio da vacinação obrigatória. Toda a gente tem o direito de fazer o que quiser," declara.

A França tem uma taxa de cerca de 30 por cento da população vacinada e aumenta agora a pressão sobre os não imunizados para tentar travar a variante delta.