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Sul-africanos vivem dias de luto e desespero

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De  Nara Madeira  com AFP, AP
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Vosloorus, África do Sul
Vosloorus, África do Sul   -   Direitos de autor  Yeshiel Panchia/Copyright 2021 The Associated Press. All rights reserved.

Vive-se o caos na África do Sul. O medo do aumento da escassez de alimentos e combustíveis levou milhares de sul-africanos a procurarem abastecer-se e a situação é cada vez mais complexa.

Com estradas e ligações ferroviárias bloqueadas, ou não seguras, várias regiões poderão "em breve ficar sem bens de primeira necessidade": alimentos, combustível e medicamentos devido a dificuldades de abastecimento, alertava o gabinete do Presidente do país, Cyril Ramaphosa.

A violência, associada a pilhagens e destruição de propriedade pública e privada, já fez dezenas de mortes. Mais de 1200 pessoas foram detidas.

O país está em estado de sítio com polícia e militares, mais de 5000 soldados, a tentarem controlar a situação. E a ministra da Defesa já apresentou um pedido para o destacamento de cerca de 25.000 efetivos para as áreas afetadas, entre elas Kwazulu-Natal e Joanesburgo.

Em alguns bairros, os residentes organizaram-se para garantir a segurança das suas lojas. Formaram cadeias humanas para proteger também os centros comerciais, levando a incidentes violentos. As autoridades pedem que não se faça "justiça com as próprias mãos".

Os primeiros incidentes ocorreram um dia depois da prisão do ex-presidente Jacob Zuma, condenado a 15 meses de prisão por desrespeito a um tribunal. A gota de água num país que atravessa uma gravíssima crise económica, agravada pela pandemia de Covid-19, e onde a taxa de desemprego ultrapassa os 32 por cento.

Nas redes sociais, responsáveis do departamento dos Transportes sul-africano escreviam que a maioria dos cidadãos do país se opõem ao que está a acontecer e apelavam a que se permanecesse unidos para "restaurar a paz" no país.