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Divergências entre Alemanha e EUA subsistem

De  Nara Madeira com AP, AFP
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Divergências entre Alemanha e EUA subsistem
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A Chanceler alemã e o presidente dos EUA encontraram-se na Casa Branca. Um encontro cordial ainda que ambos continuem a discordar em questões fulcrais. A proibição de viagens entre os EUA e a Europa, as relações com a China e o controverso gasoduto russo-alemão, Nord Stream-2, foram alguns dos tópicos na agenda da visita de despedida de Angela Merkel.

No final do encontro Joe Biden explicou que a sua opinião sobre o gasoduto "já é conhecida há algum tempo" e que "os bons amigos podem discordar". Dizia ainda que quando se tornou presidente, o projeto "já estava 90% concluído e a imposição de sanções não parecia fazer qualquer sentido". Fazia mais sentido, esclarecia, "trabalhar com a chanceler para descobrir como agir com base no facto de a Rússia ter, ou não, tentado chantagear a Ucrânia, de alguma forma".

Biden explicou ainda que a sua equipa de peritos para a Covid-19 está a analisar quando é que os turistas europeus poderão regressar aos EUA, depois de Merkel mostrar preocupação. Aos jornalistas, na Casa Branca, a chanceler explicou que foi, exatamente, essa a resposta que obteve do chefe de Estado. Acrescentando que os casos da variante Delta do novo coronavírus estão, "de facto, a aumentar o que é (...) um novo desafio para ambos". E antes de tomar a decisão de levantar as restrições, frisou Merkel, "é preciso refletir e é preciso que seja uma decisão sustentável". Afirmando que tem "toda a confiança" na equipa de peritos dos EUA que gere a pandemia.

Nas redes sociais Joe Biden escrevia que nas reuniões de quinta-feira, com a comitiva alemão, concordaram no que diz respeito à "Declaração de Washington - um documento que afirma o (...) compromisso comum com os princípios democráticos e se compromete a aplicá-los para enfrentar os maiores desafios" que enfrentam.

Merkel está na reta final do seu último mandato, enquanto chanceler da Alemanha. Cargo que ocupa desde 2005. Em setembro um novo rosto assumirá os destinos da Alemanha e o futuro é uma incógnita, enquanto Biden vai dizendo que o Nord Stream 2 ameaçará a segurança energética europeia já que o velho continente dependerá, fortemente, da Rússia.