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Viktor Órban responde a Bruxelas com um referendo

Viktor Órban responde a Bruxelas com um referendo
Direitos de autor AFPOlivier Matthys / POOL / AFP
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De  Euronews com Lusa
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O primeiro-ministro húngaro anunciou um referendo sobre a lei que proíbe a "promoção" da homossexualidade entre menores e pediu o apoio dos eleitores

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Depois das críticas e do processo de infração lançado pela Comissão Europeia contra Budapeste, Viktor Órban decidiu avançar com um referendo sobre a polémica lei que proíbe a "promoção" da homossexualidade entre menores.

Para o executivo europeu, a lei levanta problemas no campo da educação, da liberdade de expressão e da discriminação.

Órban rejeita todas as críticas."Bruxelas atacou claramente a Hungria nas últimas semanas por causa da lei de proteção da criança, disse o primeiro-ministro num vídeo publicado na sua página na rede social Facebook.

Orbán questionou os húngaros, por exemplo, sobre se estes aceitariam que a escola "debatesse sexualidade com os seus filhos sem o seu consentimento", ou a "apresentação indiscriminada a menores de conteúdos mediáticos de natureza sexual que afetem o seu desenvolvimento”

O primeiro-ministro, que não indicou a data para a realização deste referendo, pediu aos húngaros para responderem "não" a todas as perguntas.

Para o autarca de Budapeste, o referendo não passa de um esquema para distrair os húngaros de outros assuntos. “Estas são questões que têm uma posição jurídica muito clara e que não têm qualquer ligação lógica com a lei homofóbica que foi aprovada recentemente'', disse Gergeley Karacsony.

Referendo europeu sobre permanência da Hungria na UE

Esta quarta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Luxemburgo defendeu a realização de um referendo aos europeus sobre a permanência da Hungria na União Europeia.

Numa entrevista ao semanário alemão Der Spiegel, Jean Asselborn

disse que está convencido de que o resultado seria um claro 'não'" e que esta seria a forma de resolver de uma vez por todas as várias disputas entre Budapeste e Bruxelas.

O ministro luxemburguês reconheceu que não existe atualmente nenhum instrumento que permita este tipo de consulta aos restantes europeus, mas considerou que deve haver uma reflexão sobre esta hipótese.

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