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Empresas britânicas de transporte de mercadorias em dificuldades

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Empresas britânicas de transporte de mercadorias em dificuldades
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Os britânicos estão, finalmente, a habituar-se a atravessar as fronteiras europeias após a saída do Reino Unido da União Europeia.

No entanto, desde o início de 2021, as companhias britânicas de transporte aéreo têm lutado para lidar com o fardo da nova burocracia resultante do Brexit e da Covid-19.

Para Robert Larkin, da Med Freight Services, "foi apenas uma tempestade perfeita, tudo se atrasou e depois acrescentou-se o Brexit... Um completo pesadelo""

A dor de cabeça da burocracia adicional, devido ao Brexit, anda de mãos dadas com as ansiedades resultantes do facto de a Grã-Bretanha ter sido removida da equação europeia.

"Nós, como disse Margaret Thatcher, fomos a porta de entrada para a Europa, para obter investimento do Japão aqui - Honda, Nissan o que quer que seja. Assim, uma vez importados, são livres para ir a qualquer lado - não vale a pena... A menos que terminem aqui, de que serve trazê-los para cá? Se vão para a Europa, Paris - onde quer que esteja - e estamos a ver que as coisas que costumavam vir para cá já não vêm", afirma Jeffrey Ingarfield, da Glenn Freight services.

Dezenas de empresas de logística de transporte aéreo de mercadorias dependem da realização de voos em rotas que passam por vários países, como, por exemplo, aquelas que transportam peças para cadeias de abastecimento.

Resolver estes problemas - significa contar com licenças e permissões que demoram a chegar.

Foram criados postos de trabalho especificamente para ajudar a resolver problemas relacionados com o Brexit.

"Para o transporte aéreo, os preços duplicaram ou triplicaram só para levar as coisas para fora do país. Para o transporte marítimo - tenho um contentor vindo da China este mês e a tarifa é cinco vezes superior à do ano passado. Passou de três para 15 mil dólares. Isso vai atingir o cliente, em algum momento", assegura Robert Larkin, da Med Freight Services.

O Departamento de Transportes do Reino Unido afirmou que "um dos principais compromissos" com a União Europeia é "garantir que as companhias britânicas de transporte aéreo de mercadorias possam operar de e para do bloco com requisitos administrativos mínimos".

Para as empresas de logística britânicas - entretanto - continua a pressão para que as mercadorias se mantenham em movimento...