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Guterres promete não esquecer os afegãos

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De  Ricardo Figueira
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Guterres promete não esquecer os afegãos
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Enquanto em Cabul, multidões desesperadas fazem tudo para deixar o Afeganistão, de novo tomado pelos talibãs, a comunidade internacional vê com preocupação o futuro do país. O regresso dos radicais islâmicos ao controlo do Afeganistão acontece depois da retirada das tropas estrangeiras. António Guterres, secretário-geral da ONU, promete não esquecer os afegãos.

"Peço o fim imediato da violência, que os direitos de todos os afegãos sejam respeitados e que o Afeganistão respeite todos os acordos internacionais de que é signatário. Os próximos dias são essenciais. O mundo está a assistir. Não podemos e não vamos abandonar o povo do Afeganistão".

Não podemos e não vamos abandonar o povo do Afeganistão.
António Guterres
Secretário-geral da ONU

São agora muitos os medos da comunidade internacional. Há a questão das liberdades dos afegãos, em particular das mulheres. Há também o medo de que o Afeganistão se volte a transformar num ninho do terrorismo da Al Qaeda. A chanceler alemã Angela Merkel acredita que isso não vai voltar a acontecer.

"É um dado adquirido que a al-Qaeda já não pode lançar ataques a partir dos Afeganistão como fez no 11 de setembro de 2001, mas nem tudo o que se seguiu a essa data teve sucesso ou foi conseguido da forma que esperávamos", disse a chefe do governo alemão.

Tanto a Alemanha como a França enviaram aviões para a região, com o objetivo de repatriar nacionais, mas também afegãos que colaboraram com a Europa e as respetivas famílias, a quem foram dados vistos. Emmanuel Macron promete reagir:

"O Afeganistão não pode voltar a ser o santuário do terrorismo que já foi. A desestabilização do Afeganistão pode trazer fluxos migratórios irregulares para a Europa. Juntamente com a Alemanha e outros países europeus, vamos dar uma resposta robusta, coordenada e unida", promete o presidente francês.

O Afeganistão não pode voltar a ser um santuário do terrorismo.
Emmanuel Macron
Presidente de França

A França suspendeu há quatro meses a deportação de migrantes afegãos e a Alemanha voltou agora atrás na decisão de continuar a expulsar migrantes a quem foi negado asilo. Os afegãos são o segundo maior grupo de migrantes a querer entrar na Europa, depois dos sírios, mas os últimos acontecimentos podem desencadear uma nova onda migratória.