Crise sanitária no Afeganistão

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Combate contra a Covid-19 foi praticamente paralisado com chegada ao poder dos talibãs

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No Afeganistão paira também a ameaça do caos sanitário: se no país o combate à Covid-19 já era complicado, com o regresso dos talibãs ao poder a luta contra a pandemia foi praticamente paralisada. 

Os organismos internacionais interromperam quase completamente as ajudas financeiras e o sistema de saúde encontra-se à beira do colapso.

Junto a um centro de testes da capital afegã, um residente explicava: "Queria fazer um teste PCR porque me doía a garganta, tinha febre e calafrios. Mas os talibãs fecharam todos os edifícios médicos e só os usam para os seus combatentes. O setor da medicina e da saúde está morto desde que chegaram [a Cabul]. Mesmo os meus amigos que sairam do Afeganistão não foram testados antes da evacuação. É um grande risco para os outros. Mas temos de garantir a nossa própria saúde e a das nossas famílias."

Outro dizia: "Estou à espera do resultado, para ver se é positivo ou negativo. Mas nas ruas as pessoas não usam máscaras, sobretudo agora, nesta situação de crise. As pessoas têm mais medo dos talibãs do que do coronavírus. Há um grande potencial de risco e muitas pessoas infetadas. Mas não há qualquer controlo."

O ex-chefe dos serviços de Saúde Pública do Afeganistão afirmou que o país poderá tornar-se num ponto negro mundial em termos da Covid-19, se os governos estrangeiros e organizações humanitárias não trabalharem para impedir a catástrofe humanitária anunciada sob o regime dos talibãs.

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