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Afeganistão silenciado na Assembleia-geral da ONU

Ghulam M. Isaczai tinha sido designado para a ONU pelo executivo de Ashraf Ghani
Ghulam M. Isaczai tinha sido designado para a ONU pelo executivo de Ashraf Ghani Direitos de autor Manuel Elías/United Nations Photo via AP
Direitos de autor Manuel Elías/United Nations Photo via AP
De  Francisco Marques com France Press
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Embaixador designado pelo executivo deposto em Cabul pediu a exclusão do Afeganistão da lista de oradores, onde desejam estar os talibãs

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O embaixador do Afeganistão nas Nações Unidas retirou o país da lista de oradores previstos para esta segunda-feira na Assembleia-geral do organismo, que hoje termina em Nova Iorque.

Ghulam Isaczai foi designado para o lugar pelo executivo do presidente Ashraf Ghani, deposto pelos talibãs em agosto, e, de acordo com uma fonte anónima citada pela France Press, "não poderá ter sido senão a missão [afegã] a retirar o seu nome" da lista.

"Esse país retirou a sua participação no debate geral", limitou-se a dizer Monica Grayley, a porta-voz do presidente da assembleia-geral da ONU, também citada pela AFP.

O silêncio decretado pelo Afeganistão na assembleia-geral acontece menos de uma semana de ter sido conhecido um pedido dos talibãs, agora no poder no Afeganistão com um executivo ainda não reconhecido internacionalmente, para terem um representante a discursar perante os membros da ONU.

De acordo com outra fonte anónima citada pela AFP, o pedido dos talibãs terá sido feito, alegadamente, demasiado tarde.

À imagem do Afeganistão, também Myanmar vai ficar em silêncio nesta assembleia-geral. A antiga Birmânia tinha feito chegar à Organização das Nações Unidas dois pedidos distintos para discursar: um da junta militar atualmente no poder no país; outro da embaixadora nomeada pela líder de facto do executivo eleito em novembro passado e deposto em fevereiro pela referida junta.

A agência francesa refere a existência de um acordo informal tripartido entre Estados Unidos, Rússia e China, três dos cinco membros permanentes do Conselho de segurança, para que Myanmar não tivesse direito à palavra nesta assembleia-geral.

Este último dia conta com três discursos lusófonos pelos representantes de São Tomé e Príncipe, Moçambique e Timor-Leste.

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