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Facebook debaixo de críticas

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Facebook debaixo de críticas
Direitos de autor  Andrej Cukic/MTI/MTVA
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É muito fácil as empresas conseguirem adulterar as interações e críticas nas páginas que têm nas redes sociais. Esta é a principal conclusão de uma investigação do "Which?".

O grupo britânico de consumidores revela que criou uma página empresarial falsa no Facebook e contactou vários portais que oferecem críticas falsas.

Mediante pagamento, a página foi inundada por recomendações, críticas e gostos de páginas.

A diretora de campanhas do "Which?", Neena Bhati, conta:

"Criámos uma listagem falsa de negócios no Facebook e depois pagámos a vários sites de críticas... Para basicamente nos darem pacotes de críticas falsas para serem colocados na nossa listagem de negócios. No espaço de apenas algumas semanas conseguimos comprar mais de 96 recomendações e 500 'gostos', e por apenas 6,50 libras esterlinas - comprámos um pacote para dez críticas "5 estrelas'".

Em abril, após uma intervenção da Autoridade da Concorrência e Mercados do Reino Unido, o Facebook removeu cerca de 16.000 grupos comerciais e os utilizadores foram suspensos ou expulsos.

Para o "Which?" é preciso fazer mais.

"Cabe realmente aos consumidores fazer toda a investigação e, na verdade, não achamos que isso seja correto. Na verdade, as plataformas deveriam estar a fazer esse trabalho, se são elas que apresentam esta informação aos consumidores. É por isso que acreditamos que é preciso criar leis mais fortes, agora", afirma Bhati.

Na terça-feira, a denunciante Frances Haugen, foi ouvida no Senado dos Estados Unidos da América e acusou o Facebook de enganar investidores e de privilegiar conteúdo viral e reativo em detrimento dos interesses dos utilizadores.

A empresa de Mark Zuckerberg já respondeu, afirmando que cabe ao Congresso regular a atividade do Facebook.