EUA suspendem ajuda ao Sudão

Manifestantes sudaneses queimam pneus numa rua da capital Cartum, 26 de outubro de 2021
Manifestantes sudaneses queimam pneus numa rua da capital Cartum, 26 de outubro de 2021 Direitos de autor -/AFP or licensors
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Protestos contra golpe militar no Sudão fazem sete mortos. Estados Unidos da América suspendem ajuda de 700 milhões de dólares ao país

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Pelo menos sete pessoas morreram e mais de 140 terão ficado feridas após soldados sudaneses terem disparado sobre as multidões que protestavam contra a tomada do poder pelos militares.

O balanço foi feito pelo Ministério sudanês da Saúde.

A raiva da população alastrou-se após os militares terem destituído o Governo de transição e decretado o estado de emergência no país.

O golpe militar mereceu o repúdio da comunidade internacional. O Conselho de Segurança das Nações Unidas reúne-se de emergência, esta terça-feira e os Estados Unidos da América suspenderam a ajuda ao Sudão.

O anúncio foi feito pelo porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Ned Price:

"Os Estados Unidos suspendem a assistência de 700 milhões de dólares em dotações de ajuda de emergência de fundos de apoio económico para o Sudão. Esses fundos destinavam-se a apoiar a transição democrática do país, à medida que avaliamos o próximo passo para a programação do Sudão".

O líder dos militares, o general Abdel-Fattah al-Burhan, anunciou que iria ser nomeado um Governo tecnocrático de modo a poderem realizar-se eleições, marcadas para julho de 2023.

Entretanto, os militares manter-se-ão aos comandos do Sudão.

O país tem estado a ser governado por um Executivo de transição, controlado pelo Conselho Soberano sudanês, após o derrube do ditador Omar al-Bashir, em abril de 2019.

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