PM deposto no Sudão volta a casa

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De  Ricardo Figueira
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Abdel-Fatah Burhan, líder do golpe militar, promete ficar no poder pelo menos até 2023.

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O primeiro-ministro do Sudão, deposto num golpe militar na segunda-feira, já regressou a casa, mas mantêm-se as dúvidas sobre a situação do país. Vários manifestantes saíram à rua, pedindo democracia e o regresso rápido de um governo civil, fazendo eco das preocupações da comunidade internacional.

Abdullah Hamdok e a esposa estão de volta a casa, depois de terem estado detidos, mas a residência do chefe do governo deposto está, segundo os relatos, fortemente vigiada.

Os militares tomaram o poder, depois de uma longa crise política e de várias semanas de tensões entre o governo e as forças armadas. O General Abdel-Fattah Burhan, que tem poderosos aliados nos países do Golfo Pérsico, aparece como novo homem-forte do país e rosto da nova liderança.

O Conselho de Segurança da ONU condenou este Golpe de Estado e marcou uma reunião à porta fechada para discutir a situação, mas até agora não foi tomada qualquer medida. O futuro do país é incerto. Burhan promete o regresso da democracia e diz também que vai resturar a internet, que entretanto foi cortada. No entanto, já avisou que tenciona manter-se no poder até às eleições, marcadas para julho de 2023.

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