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A batalha do gás russo

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De  Patricia Tavares
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A batalha do gás russo
Direitos de autor  AFP

Passaram dez anos desde a inauguração do gasoduto Nordstream na Alemanha. Mas o bom humor e as felicitações mútuas dessa altura são apenas uma recordação do passado, devido à contínua pressão russa para obter a aprovação final para o lançamento do Nordstream II - um gasoduto paralelo que permitiria à Rússia evitar um terceiro gasoduto que atravessa a Ucrânia. Nas primeiras horas da manhã de segunda-feira, o preço do gás subiu mais uma vez, já que as promessas de Vladimir Putin, de aumentar o fornecimento depois de abastecer as reservas russas, não foram cumpridas.

A Gazprom aumentou a sua produção para níveis recorde dentro da Rússia para preencher armazenamento russo. Primeiro falaram do dia um de Novembro, depois disseram que devia estar prenchido a 7 de Novembro. Terão de exportar senão desperdiçam todo aquele investimento e tempo de trabalho aplicados para aumentar a produção caseira - desperdiçando assim o rendimento do povo russo.
Thomas O'Donnell
Analista em energia e geopolítica

Segundo a empresa alemã de distribuição de gás Gascade, o fluxo diário de gás que chega vindo da Rússia é cinco vezes inferior ao de junho. Com a aproximação do inverno e do frio, o consumo de gás está prestes a disparar. No entanto, com tantas reservas de gás, segundo os analistas, a Rússia só tem uma alternativa.

Com todas as produções dentro da Rússia neste momento, com um alto nível de produção e sem locais de armazenamento, a única alternativa é a Ucrânia.
Thomas O'Donnell
Analista em energia e geopolítica

A construção do Nordstream 2 foi concluída há dois meses. Para os peritos o baixo abastecimento momentâneo trata-se de uma manobra da Rússia para obter a aprovação da Europa e dar início a um fluxo de gás através da canalização. A Rússia nega esta possibilidade, mas a verdade é que o o inverno está a chegar e a Gazprom não está a cumprir as promessas do Presidente Vladimir Putin de aumentar o fornecimento de gás à Europa.