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Áustria aperta os não-vacinados para proteger hospitais

Procura aumenta em centros de vacinação austríacos
Procura aumenta em centros de vacinação austríacos Direitos de autor AP Photo/Ronald Zak
Direitos de autor AP Photo/Ronald Zak
De  Francisco MarquesJohannes Pleschberger
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Áustria impõe a partir desta segunda-feira a regra 2G, que permite só a quem estiver vacinado ou recuperado da Covid-19 de frequentar restaurantes, cinemas ou eventos para mais de 25 pessoas

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A Áustria aperta, a partir desta segunda-feira, a pressão sobre as pessoas não vacinadas contra a Covid-19.

Da regra 3G (vacinado, recuperado ou com teste negativo), o país passa para a regra 2G (vacinado ou recuperado da Covid-19) no acesso a restaurantes, cafés, bares, hotéis, serviços que requeiram contacto ente pessoas como cabeleireiros, cinemas, teatros e todos os eventos para mais de 25 pessoas.

A regra 2G significa que apenas as pessoas vacinadas ou recuperadas de Covid-19 podem aceder a estes espaços. O teste rápido negativo também permitido na regra 3G apenas se mantém para os locais de trabalho.

Com uma média diária de mais de 7500 infeções e 20 mortes na última semana, a Áustria tenta mobilizar os cidadãos a aumentar a taxa de vacinação e proteger os hospitais, mas não está fácil.

Muitos austríacos não querem vacinar-se e continuam a resistir aos apelos das autoridades, deixando o país com uma das mais baixas taxas de imunização da Europa Ocidental, apenas 65%.

O novo chanceler Alexander Schallenberg, que sucedeu a Sebastian Kurz há cerca de um mês, diz ser preciso "aumentar a taxa de vacinação" e, para isso, disse ser preciso "aumentar a pressão sobre os não-vacinados."

A estratégia austríaca passa agora por um quadro de cinco fases, com base nos números de camas ocupadas nos cuidados intensivos.

Foi este número que custou agora a regra 2G, que exclui os austríacos "não-vacinados", por exemplo, de grande parte dos serviços de lazer, mas não dos desportos de neve: a época está a começar e o uso dos teleféricos das estâncias de esqui impõe o uso de máscara FFP2 e permite a regra 3G, excluindo os auto testes, os testes vendidos no local e os teses de anticorpos.

Só os visitantes ainda podem seguir o 3G, com a apresentação de um teste rápido negativo.

O país encontra-se atualmente no nível dois: mais de 300 internamentos em UCI. Este domingo, havia 365 camas ocupadas nos cuidados intensivos.

Se a Áustria passar para o nível 3, isto é, mais de 400 camas ocupadas em UCI, só um teste PCR será válido além da regra 2G para quem visita a Áustria.

Em termos de vacinas, os turistas que tenham recebido uma das propostas ainda não aprovadas pela União Europeia, como por exemplo a russa Sputnik V, podem fazer prova de que apresentam anticorpos por essa inoculação e dessa forma enquadrarem-se ao nível dos recuperados.

Aos mais revoltados, Nikolas Popper, um matemático e analista de dados premiado por um simulador da pandemia, diz haver luz ao fundo do túnel: a vacina.

"Assumimos que os números vão continuar a agravar-se. Tanto o dos testes positivos como o das mortes, com consequência certamente nas hospitalizações. Não temos suficientes pessoas vacinados, mas vemos que, tal como noutros países, não estamos longe do ponto de viragem através da imposição de restrições para atingir a imunização suficiente", afirmou o prémio "Die Press" deste ano na área da Pesquisa.

As recentes medidas já estão a mostrar resultados. Com multas entre os €500 para particulares e €3.600 para empresas, nos últimos dias, houve um forte aumento de procura nos centros de vacinação da Áustria.

O correspondente da Euronews na Áustria, Johannes Pleschberger, diz-nos que, "de acordo com o governo, o chamado confinamento dos não-vacinados vai durar pelo menos até ao Natal e à véspera de Ano Novo", com natural impacto nos mercados de Natal, "ex-libris" do país.

Cada estado austríaco tem ainda poder para estabelecer as próprias regras de contenção da Covid-19.

Outras fontes • Kronen Zeitung, Governo Austríaco

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