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Guterres critica "promessas ocas"

António Guterres usou na lapela um pin que apela ao compromisso pela meta de um aumento máximo de 1,5ºC até 2030
António Guterres usou na lapela um pin que apela ao compromisso pela meta de um aumento máximo de 1,5ºC até 2030 Direitos de autor Alastair Grant/AP
Direitos de autor Alastair Grant/AP
De  Teresa Bizarro com Agências
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A poucas horas do final da COP26, o secretário-geral da ONU desafia os líderes a serem coerentes com as palavras e defenderem , de facto, o ambiente

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É tempo de liderar pelo exemplo. Um repto do secretário-geral das Nações Unidas que esta quinta feira-voltou ao púlpito da Cimeira do Clima, na Escócia. Nas horas finais da COP26, que desde 31 de outubro reúne em Glasgow delegações de cerca de 200 países, António Guterres afirma que os decisores têm de ser coerentes.

"As promessas soam ocas quando a indústria dos combustíveis fósseis ainda recebe biliões de subsídios, como foi aferido pelo FMI. Ou quando há países ainda a construir centrais de carvão; ou onde o carbono permanece sem preço, distorcendo mercados e as decisões dos investidores. Cada país, cada cidade, cada empresa, cada instituição financeira deve reduzir radicalmente, de forma credível e verificável, as emissões e descarbonizar o património, a partir de agora," afirmou António Guterres que classifica os acordos alcançados até agora como encorajaores, mas longe de serem suficientes.

A poucas horas do encerramento da COP26, estabelecem-se metas mínimas para o sucesso. A começar na revisão do objetivo de Paris e limitar o aumento da temperatura a 1,5 graus até 2030.

Este é um dos eixos que Fernanda Carvalho, diretora para as políticas do clima do Fundo Mundial para a Natureza (WWF), considera fundamentais para o acordo ser lido como um sucesso. A responsável sublinha ainda duas outras vertentes e diz que "uma menção à eliminação gradual dos combustíveis fósseis e dos incentivos aos combustíveis fósseis seria fantástica, porque ligaria a discussão daqui às discussões no G7 e no G20", tal como o "apelo para que os países tenham em conta a natureza, para manterem a fasquia de 1,5 viva". Para Fernanda Carvalho, "aí começaremos a dar resposta às ruas."

Nas últimas duas semanas as ruas de glasgow foram palco de várias manifestações. Se nada for feito, a temperatura deve subir 2,7 graus nos próximos 9 anos.

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