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Igreja "trans" abre os braços aos duplamente excluídos no Brasil

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De  Bruno Sousa
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Jacque Chanel preside celebração na primeira igreja transexual do Brasil
Jacque Chanel preside celebração na primeira igreja transexual do Brasil   -   Direitos de autor  MIGUEL SCHINCARIOL/AFP

Amar o próximo é um conceito transversal a várias religiões mas que não é seguido a preceito por muitos religiosos, pelo menos quando o próximo não cumpre determinados pré-requisitos.

Jacque Chanel sofreu na pele essa discriminação mas deu a outra face e criou a primeira igreja "trans" do Brasil, em São Paulo. Apesar da vocação para acolher os duplamente excluídos, pela sociedade e pela igreja tradicional, na Séfora's todos são bem-vindos.

Nós somos literalmente excluídas, expulsas e demonizadas dentro das igrejas fundamentalistas
Jacque Chanel
Pastora evangélica

A pastora evangélica revela que o primeiro contacto com a religião aconteceu em "igrejas fundamentalistas", mas que "essas igrejas fundamentalistas elas não acolhem a todas as pessoas, principalmente a nossa comunidade LGBTQI+, em especial a nossa comunidade de travestis e transexuais".

Além de atender às necessidades espirituais, a igreja também ajuda a suprir as necessidades terrenas e distribui comida a cerca de duas centenas de pessoas carenciadas.

De acordo com dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais, foram assassinados 175 transexuais no Brasil em 2020, mais do que em qualquer outro país. Este ano, o Brasil volta a estar na frente de uma tabela que lidera desde 2008.

Editor de vídeo • Bruno Sousa