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Vinte anos de guerra contra o terrorismo no Afeganistão

Vinte anos de guerra contra o terrorismo no Afeganistão
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De  Lena Rocheeuronews
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O Afeganistão voltou a ser governado pelos Talibãs. A população enfrenta um futuro incerto, em particular as mulheres.

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A 15 de Agosto de 2021, os talibãs reconquistaram o poder no Afeganistão.

A ofensiva decorreu pouco depois da retirada dos Estados Unidos, na sequência de um acordo entre Washington e os talibãs.

A retirada das tropas norte-americanas pôs fim a vinte anos de luta contra o terrorismo em solo afegão. O Presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou o fim da guerra no palco afegão em abril de 2021. "É o momento de acabar com a guerra mais longa dos EUA. Está na hora de as tropas americanas regressarem a casa", afirmou Joe Biden.

Vinte anos de guerra contra o terrorismo no Afeganistão

A  guerra dos EUA contra o terrorismo começou em 2001, após os ataques de 11 de Setembro em Nova Iorque e em Washington que mataram quase três mil pessoas. As autoridades norte-americanas identificaram como alvo o grupo islamista Al-Qaeda, liderado por Osama Bin Laden. Nessa altura, Bin Laden encontrava-se no Afeganistão. 

Na sequência de uma intervenção militar os EUA derrubaram os talibãs e comprometeram-se a apoiar a democracia. Em vinte anos, o conflito afegão causou dezenas de milhares de mortos. Milhões de pessoas foram obrigadas a abandonar as casas. A nível global, foram os afegãos que mais sofreram com a guerra contra o terrorismo.

Milhares de pessoas desesperadas por sair do país

Em Agosto de 2021, as operações de retirada militar dos EUA terminaram. Cerca de 120 mil afegãos conseguiram deixar o país mas milhares de cidadãos que arriscaram a vida ao trabalhar com os aliados da NATO dos Estados Unidos e que receavam a vingança dos talibãs foram abandonados. No meio do caos, no aeroporto, o ataque de um bombista suicida matou dezenas de pessoas a 26 de agosto.

Fome e violações dos direitos humanos

Com o regresso dos Talibãs ao poder, a população enfrenta um futuro incerto, em particular as mulheres. As raparigas estão proibidas de frequentar as escolas secundárias, entre outras violações dos direitos humanos de que são alvo.

A ONU sublinha que impedir as mulheres de trabalhar deverá agravar a "catastrófica" crise económica no país. 

Sem ajuda internacional, o Afeganistão, um dos países mais pobres do mundo, enfrenta uma grave crise humanitária. Este inverno, 55% da população está ameaçada pela fome. Os talibãs querem controlar a ajuda internacional, o que dissuade muitos doadores. A vítima do impasse é, mais uma vez, a população afegã. Para sobreviver, o regime talibã conta com o apoio do Paquistão.

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