This content is not available in your region

Costa felicita reação de Portugal a crimes na missão da RCA

Access to the comments Comentários
De  euronews  com LUSA
euronews_icons_loading
António Costa em visita à República Centro Africana
António Costa em visita à República Centro Africana   -   Direitos de autor  CLARA AZEVEDO/ 2021 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

"Um exemplo": foi desta forma que António Costa classificou a resposta de Portugal às denúncias de crimes na missão portuguesa na República Centro Africana, que resultou em duas penas de prisão efetiva relacionadas com tráfico de diamantes ouro e drogas.

O primeiro-ministro português assumiu esta posição em declarações à agência Lusa, em Bangui, depois de ter visitado a missão portuguesa na RCA, país onde esteve acompanhado pelo ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, e pelo chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, almirante António Silva Ribeiro.

Atualmente estão empenhados na RCA 191 militares portugueses no âmbito da Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização da República Centro-Africana (MINUSCA) e 45 meios. Também na RCA, mas no âmbito da missão de treino da União Europeia (EUTM-RCA), estão no terreno 26 militares.

Em 08 de novembro, a Polícia Judiciária executou 100 mandados de busca e fez 11 detenções, incluindo militares, um advogado, um agente da PSP e um guarda da GNR, na sequência de suspeitas de tráfico de diamantes, ouro e droga a partir da RCA. Dois dias depois, o juiz de instrução Carlos Alexandre decidiu aplicar a medida de coação mais gravosa – prisão preventiva – a dois dos 11 arguidos detidos.

O primeiro-ministro português esteve em Bangui, um dia depois da visita a São Tomé e Príncipe, durante a qual felicitou o acordo de mobilidade entres países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Em São Tomé, Costa afirmou que é intenção de Portugal consolidar e aumentar a cooperação bilateral com o arquipélago e salientou as consequências futuras do acordo.

O chefe do executivo destacou que Portugal foi “dos três primeiros países a fazer com que o acordo de mobilidade entre em pleno vigor no próximo dia 01 de janeiro”. “Estamos a eliminar uma barreira que as nossas populações não percebem, não aceitam e que nenhum de nós tem interesse em continuar a manter”, sustentou António Costa.

O primeiro-ministro português defendeu que as fronteiras entre os diferentes Estados-membros da CPLP “têm de ser espaços de circulação, como se circula através da língua, da literatura, das ideias e dos contactos políticos ou económicos”.

“Este é o melhor legado que podemos deixar às gerações futuras”, acentuou, dizendo que casos como o da concessão de vistos a estudantes de São Tomé e Príncipe “não se voltarão a verificar”.

No seu breve discurso, o primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, Jorge Bom Jesus, congratulou-se pela decisão de Portugal ratificar o acordo de mobilidade da CPLP, frisando que o seu país tem uma população jovem e que esta organização está a virar-se para as pessoas.