Salas de espetáculos na Bélgica voltam a ter público. Setor saúda decisão de tribunal

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Depois de, esta terça-feira, um tribunal na Bélgica ter revertido a medida do governo, em vigor desde domingo, cinemas e teatros voltaram a abrir no país. No entanto, mantêm-se restrições de combate à covid-19.

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Os cinemas e teatros na Bélgica voltaram a ter filas à porta. O cenário era pouco provável desde que o governo belga decidiu fechar as salas de espetáculo ao público, a partir de 26 de dezembro, numa tentativa de travar a propagação de covid-19 no país.

A medida, recebida entre muitos com desagrado, acabou por ser revertida, esta terça-feira, após um tribunal ter considerado as restrições desproporcionais e decidido reabrir os espaços culturais.

Foram várias as vozes do setor das artes e dos espetáculos a felicitar a decisão, entre elas a da realizadora Peggy Fol, visivelmente satisfeita por voltar a ser "permitido abrir legalmente".

"Estamos entusiasmados por termos resistido e ganhámos a luta que começámos. Fizemo-lo porque ficámos enojados por eles se atirarem assim à cultura, e não sentimos de todo que estávamos a pôr os nossos espectadores em risco", reagiu a realizadora. 

Novas regras tentam travar Ómicron

Em menos de uma semana as regras mudaram. Com vista a conter a disseminação da variante Ómicron, os espaços culturais podem agora abrir até um máximo de 200 pessoas, consoante o tamanho da sala. O uso de máscaras de proteção e a apresentação de um certificado anti-covid são obrigatórios.

Também a porta-voz do grupo Kinepolis, com salas de cinema na Bélgica, se congratula com a reversão das medidas. No entanto, a instabilidade dos últimos dias deixou a empresa no que considera ser "uma verdadeira montanha-russa", por não poder "simplesmente voltar a ligar as luzes e abrir as portas", sem preparação prévia.

O descontentamento encontrou eco no público desde o primeiro dia em que as medidas do governo belga entraram em vigor. Milhares de pessoas protestaram em Bruxelas, no domingo, contra o encerramento de teatros e cinemas, por considerarem as novas restrições injustas, quando restaurantes e bares no país permaneceram abertos.

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