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Países Baixos poderão aligeirar restrições

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De  Nara Madeira  com AP, AFP
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Países Baixos poderão aligeirar restrições
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Nos Países Baixos espera-se, para esta terça-feira, uma decisão sobre o fim, ou aligeirar, de restrições aplicadas quando se esperava uma rápida propagação da variante Ómicron no país e um aumento significativo do número de doentes nos hospitais, o que não aconteceu.

Grande parte das escolas está a funcionar parcialmente. O teletrabalho é aconselhado, sempre que possível. Os eventos culturais estão suspensos. As lojas reabriram a 15 de janeiro mas com horários diferentes. As essenciais, como supermercados e grossistas podem abrir das 05h00 da manhã às 20h00. As não-essenciais, como livrarias e lojas de roupa encerram às 17h00.

O presidente da câmara de Breda, Paul Depla, afirmava não conseguir "explicar" que em Breda o Ikea estivesse aberto, mas o teatro, "onde as pessoas podem assistir em segurança a uma atuação", estivesse fechado. Acrescentava que, neste momento, "a sociedade vê o governo local sob a forma de agentes da polícia e de serviço comunitário, como multas e bastões. Mas essa mesma sociedade, que está sob tanta pressão, espera que defendamos os seus interesses e que mostremos que estamos juntos nestes tempos difíceis", concluía.

"Sabemos por estudos estrangeiros que a proteção pela vacina (...) não dura muito tempo, um par de meses. Por isso, neste momento, a população tem, provavelmente, a proteção ideal contra complicações causadas por infeções. Se há um momento para abandonar as medidas talvez esse momento seja agora".
Marc Bonten
Médico microbiologista do UMC de Utrecht

Vacinação pode tornar-se obrigatória na Alemanha

Na Alemanha, e quando se verifica um aumento acentuado de infeções pela variante Ómicron vão manter-se as restrições já existentes. As autoridades esperam que o pico da doença seja atingido em meados de fevereiro. Hendrik Wuest, primeiro-ministro do estado da Renânia do Norte-Vestefália, esclarecia que "os peritos do governo federal estão a considerar uma sobrecarga do sistema de saúde". O conselho de peritos avisava: "o processo de infeção requer uma manutenção e que se sigam com rigor as medidas atuais".

Embora as infecções estejam a aumentar rapidamente, isso não tem sido acompanhado, até agora, por um aumento significativo das admissões hospitalares. Mas as autoridades receiam que a Alemanha tenha um elevado número de idosos não vacinados, em comparação com outros países europeus. 

"Não queremos dar a impressão de que este é o momento para suavizar as medidas. Não é. Agora trata-se de manter o rumo".
Olaf Scholz
Chanceler da Alemanha

Os legisladores alemães deverão realizar um primeiro debate, na quarta-feira, sobre a possibilidade de tornar a vacinação obrigatória, medida apoiada pelo chanceler Olaf Scholz. Caberá ao parlamento decidir. 

Croácia poderá vir a referendar abolição de certificados Covid-19

Na Croácia a maioria conservadora entregou, na segunda-feira ao parlamento, uma petição com mais de 410 mil assinaturas, apelando ao governo para realizar um referendo sobre a abolição dos certificados Covid-19. Cabe ao executivo validar a petição e, se tudo estiver em ordem, marcar data para o referendo.

O deputado Nino Raspundic, que faz parte do partido que está no governo, dizia que a iniciativa surgiu porque um estudo demonstrou que mesmo as pessoas que estão totalmente vacinadas podem transmitir o vírus.

A Croácia tem uma das mais baixas taxas de vacinação da União Europeia, com cerca de 55% da sua população inoculada. Atrás de si estão apenas a Bulgária, Roménia e Letónia.