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Polícia trava entrada de cada vez mais migrantes em França

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De  Euronews  com AFP
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Polícia trava entrada de cada vez mais migrantes em França
Direitos de autor  ANDER GILLENEA/AFP

Na estação de comboios de Hendaye, na na fronteira entre Espanha e França, Junior Touré, um jovem vindo da Costa do Marfim é interpelado pela polícia. Incapaz de apresentar um visto, é enviado no comboio de volta a Espanha. A cena é cada vez mais comum na localidade. Tal como Junior, cerca de 13 mil migrantes viram recusada a entrada nos Pirinéus Atlânticos em 2021, o dobro dos casos registados no ano anterior.

Mas depois de ter enfrentado o Oceano Atlântico para chegar a Espanha, o jovem migrante diz que pretende entrar em França a qualquer custo e está "certo de que da próxima vez é que vai ser".

Para as associações e representantes locais, o aumento dos controlos leva os migrantes a assumir cada vez mais riscos.

Em outubro, três argelinos foram mortos por um comboio a alguns quilómetros de distância. Ainda no ano passado, três outros migrantes afogaram-se quando tentavam atravessar a nado o rio Bidasoa , que marca a fronteira entre os dois países.

Xabier Legarreta, diretor de Migração e Asilo no Governo Basco, diz que "há já algum tempo que se viola os acordos internacionais, o espaço Schengen" e aponta o dedo à polícia francesa, que "tem vindo a efetuar controlos fronteiriços há já algum tempo, controlos a que ousaria mesmo chamar racistas".

As acusações são rejeitadas pela autarquia dos Pirinéus-Atlânticos, que afirma que aos migrantes "que optaram por voltar sem solicitar um visto ou uma autorização de residência é exigido o regresso, de acordo com as regras".

Em Irun, no País Basco, um abrigo gerido pela Cruz Vermelha dá abrigo e o que comer a algumas pessoas nesta situação. Mas após um ano em Espanha, os migrantes deixam de ser considerados "em transição" e perdem todos os apoios.