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Voluntários preparados para a guerra na Ucrânia

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De  Anelise Borges
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Voluntários preparados para a guerra na Ucrânia
Direitos de autor  Vadim Ghirda/Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved.

Nos arredores de Kiev, os voluntários que fazem parte das “unidades de defesa” partilham os receios de muitas potências do Ocidente. Acreditam que a ameaça de uma invasão russa é real.

Nenhum dos voluntários destas unidades tinha experiência militar. Muitos são advogados, investigadores e arquitetos. Estão no meio de uma crise que pode mudar o país e lembram os mais de 100 mil soldados russos do outro lado da fronteira.

Mikhailo R. conta que está preparado para defender o país contra a agressão russa. Acredita que, mais cedo ou mais tarde, a guerra vai começar.

Para Ivan Golod, há uma tensão individual e na sociedade. “E não é só por causa dos russos do outro lado da fronteira, em territórios ocupados, mas também por causa dos ciberataques dentro da Ucrânia e de possíveis ataques nas escolas e no metro”, afirma. Ivan diz que está calmo só porque sabe o que vai fazer se a Rússia avançar com uma invasão em grande escala.

O governo ucraniano acredita que estas pessoas são uma parte crucial da estratégia e planos para armar os 130 mil civis que fazem parte destas unidades de defesa. 

Denis Orlyk criou um destes grupos, nas redes sociais, há dois anos. Diz que nos últimos seis meses, o número de pessoas que frequentam os treinos quadruplicou. "Penso que a maioria da população que consegue segurar uma arma neste momento tem de se preparar. Para termos menos perdas e sermos mais eficazes", defende.

A Ucrânia aposta no apoio dos aliados ocidentais para pressionar Moscovo a manter-se afastada. A maioria destes voluntários esperam que a diplomacia prevaleça mas querem estar preparados para todos os cenários.