Viktor Órban faz visita controversa a Moscovo

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Direitos de autor Mikhail Klimentyev/Sputnik
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O primeiro-ministro da Hungria foi a Moscovo reforçar laços económicos e dizer a Vladimir Putin que nenhum líder europeu quer uma guerra na Ucrânia

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O primeiro-ministro da Hungria foi ao Kremlin, esta terça-feira, com um "ramo de oliveira".

Uma ponte inesperada para o diálogo ou um espinho no lado ocidental face à tensão crescente com a Rússia por causa da crise na Ucrânia?

Viktor Orbán disse a Putin: "A minha visita de hoje é também, em parte, uma missão de paz. Gostaria de vos assegurar que nem um único líder de um Estado-membro da União Europeia gostaria de ter guerra. Nós defendemos uma solução política".

Antes da visita, Órban consultou os seus parceiros europeus e da NATO. O objetivo oficial da sua viagem a Moscovo era reforçar os laços económicos com a Rússia antes das eleições húngaras de abril e garantir o fornecimento de gás russo, independentemente do que venha a acontecer na Ucrânia. Putin tranquilizou-o.

"No ano passado, a Gazprom assinou dois contratos a longo prazo para o fornecimento de gás natural da Rússia à Hungria, até 2036. Por conseguinte, a estabilidade dos fornecimentos é assegurada. Mas não só a estabilidade dos abastecimentos é importante, como também é importante que hoje a Hungria compre gás russo cinco vezes mais barato do que o preço de mercado na Europa".

Putin, que tem excelentes relações pessoais com Órban, elogiou a sua independência na escolha de parceiros. De facto, a Rússia assinou contratos bilionários para desenvolver a indústria de energia nuclear na Hungria.

A Hungria é o único país da UE a não apoiar abertamente a crise ucraniana e recusou-se a receber tropas de reforço da NATO, considerando que não há perigo de guerra na região, mas, pelo sim, pelo não é preciso salvaguardar a distribuição do gás.

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