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Seca obriga à paragem de barragens portuguesas

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De  Nuno Prudêncio
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Barragem de Odeáxere (Bravura) encontra-se em níveis mínimos de água devido à falta de chuva
Barragem de Odeáxere (Bravura) encontra-se em níveis mínimos de água devido à falta de chuva   -   Direitos de autor  LUÍS FORRA/LUSA

Quase não chove e quase todo o sul de Portugal se encontra em situação de seca extrema. Todo o país aliás terminou o mês de janeiro num contexto de seca generalizada

O governo limitou a duas horas por semana a produção hidroelétrica de cinco barragens para garantir que não falta água para o consumo humano. De resto, é esperar que as previsões meteorológicas, que em termos de precipitação não ajudam ao cenário, não venham a corresponder à realidade.

FRANCISCO PINTO/ LUSA
Agricultores do Planalto Mirandês apreensivos com falta de águaFRANCISCO PINTO/ LUSA

O ministro do Ambiente, Matos Fernandes, admitiu que "sim, é verdade que existe uma probabilidade de 80% de este vir a ser um ano seco. Mas é também verdade que, se em março e abril chover normalmente, poderemos inverter esta mesma situação".

As restrições vão durar, pelo menos, até 1 de março. Para desespero de alguns agricultores e produtores, impõe-se também a proibição de retirar água para rega da barragem do Bravura, no Algarve, e poderá vir a acontecer o mesmo na da Vigia, no Alentejo.

Se em março e abril chover normalmente, poderemos inverter esta situação.
Matos Fernandes,
Ministro do Ambiente

"O que me preocupa fundamentalmente é que isto tem 9 milhões de metros cúbicos e devia ter quase 18 milhões de metros cúbicos. Precisamos de períodos de chuva que reforcem este volume armazenado", afirma Luís Bolhão, da Associação de Irrigadores da Vigia.

Esta quarta-feira assinala-se o dia internacional das áreas protegidas conhecidas como zonas húmidas, essenciais para a biodiversidade e que ocupam quase 2% do território nacional. Só que, dada a situação de seca, de acordo com a organização ambientalista Zero, 77% dessas zonas correm o risco de desaparecer.