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Russos contra guerra na Ucrânia

Russos contra guerra na Ucrânia
Direitos de autor Dmitry Serebryakov/Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved
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De  euronews
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Cerca de mil pessoas foram detidas, na Rússia, em protestos contra invasão

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Cerca de duas mil pessoas (1745) foram detidas, esta quinta-feira, na Rússia durante protestos contra a guerra na Ucrânia.

As manifestações ocorreram em mais de 50 cidades do país, sendo a maior registada em Moscovo.

Cerca de um milhar de pessoas foram detidas na capital russa.

As autoridades do país avisaram que não serão toleradas manifestações não autorizadas.

São várias as personalidades russas que se manifestam contra as ações do presidente Vladimir Putin.

Para o Prémio Nobel da Paz e jornalista, Dmitry Muratov, a invasão da Ucrânia é uma vergonha para a Rússia.

"O nosso país, sob as ordens do Presidente Putin, iniciou uma guerra com a Ucrânia. E não há ninguém que possa parar a guerra. Por conseguinte, juntamente com a dor, sentimos vergonha. Nas suas mãos, o chefe supremo gira o botão nuclear como se fosse a chave de um carro muito caro. Qual é o seu próximo passo? Um ataque nuclear? Como interpretar as palavras de Putin sobre armas de retaliação? Na minha opinião, só o movimento antiguerra russo pode salvar vidas neste planeta", afirma o Prémio Nobel.

Mais de 100 altos funcionários russos assinaram uma carta aberta onde condenam a invasão da Ucrânia por Vladimir Putin considerando-a como "uma atrocidade sem precedentes" e alertando para "consequências catastróficas".

Os signatários afirmam que os cidadãos russos não apoiam a guerra e culparam o presidente por ter ordenado a entrada dos militares na Ucrânia num ataque "para o qual não há nem pode haver justificação".

Numa demonstração de solidariedade para com os vizinhos, foram depositadas flores em frente à embaixada da Ucrânia em Moscovo.

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