A caminho da legião estrangeira na Ucrânia

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De  Valérie Gauriat
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Segundo Kiev, já há 20 mil combatentes de 50 países

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Pierre Kastner Kysilenko é um cidadão francês, de mãe ucraniana, a viver em Berlim. Acabou de chegar a Lviv, a grande cidade da parte ocidental da Ucrânia. Antigo militar, veio para tentar ajudar o país onde ainda mantém laços familiares.

"Estamos a ir para uma localidade a 70 quilómetros ao sul de Lviv, onde está o centro de recrutamento da legião estrangeira. Quer dizer, a legião de voluntários estrangeiros", conta à jornalista Valérie Gauriat.

A estrada está repleta de postos de controlo que a lei marcial impede de filmar. Perguntámos ao soldado que nos acompanha qual é a importância no conflito desta legião estrangeira criada pelo presidente Volodymyr Zelenskyy.

"É uma grande ajuda. Precisamos da experiência doutros exércitos para lidar com este inimigo. Hoje em dia, não basta matar o inimigo, é preciso matar a informação que espalha, a propaganda", responde-nos.

Mal chegamos ao destino, dizem-nos que os jornalistas não podem captar imagens, nem tão pouco acompanhar Pierre ao centro de recrutamento. Resta-nos aguardar no exterior pelo que tem a contar-nos.

"Os voluntários têm primeiro de fazer um ou dois meses de treino militar, depende da experiência que tiverem. É uma coisa à séria. E os voluntários não páram de chegar. Para mim, são más notícias, porque a minha ideia era ficar umas semanas, ir à Alemanha e depois voltar. Mas não é possível porque o contrato é para todo o período de guerra. Pessoalmente, tenho de arranjar outra forma de ajudar, de ser útil à Ucrânia", revela-nos.

Na verdade, Pierre tem casamento marcado. Decidiu que o trabalho humanitário com refugiados será o mais indicado para a sua situação. Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano, cerca de 20 mil pessoas provenientes de cinco dezenas de países já se candidataram à legião estrangeira.

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