Ucrânia admite incapacidade de reforçar defesa de Mariupol

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Cidade portuária está cercada por exército russo e continua a ser alvo de ataques militares.

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Arrasada por sucessivos ataques do exército russo, Mariupol deixa à vista a violência da guerra na Ucrânia. Ao vigésimo quarto dia de guerra na Ucrânia já quase nada permanece intacto na cidade portuária, onde cerca de 350 mil pessoas permanecem encurraladas.

O exército russo cortou o acesso ao mar de Azov e destruiu quase por completo uma das mais importantes fábricas de aço na região. As autoridades ucranianas admitiram, este sábado, a incapacidade para reforçar a defesa da cidade.

Esta quarta-feira as forças invasoras tinham já bombardeado um teatro onde 1300 civis se encontravam abrigados. Agora, só uma fachada do edifício de mantém de pé. As operações de limpeza e resgate de civis ao teatro bombardeado prosseguem, mas a passo lento, com as investidas militares a dificultar as manobras.

Entre Kiev e o resto do mundo existe agora um fosso. Soldados formados pelas circunstâncias cercaram a capital ucraniana de trincheiras improvisadas e esperam ter tornado a cidade numa fortaleza contra a invasão russa.

A Rússia e a Ucrânia parecem, no entanto, ter chegado a acordo quanto à criação de 10 corredores humanitários para a retirada de civis dos palcos de conflito.

De acordo com a agência para a migração da Organização das Nações Unidas (ONU), a guerra provocou já a deslocação de quase seis milhões e meio de pessoas dentro do país e gerou mais de três milhões de refugiados.

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