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Johnny Depp e Amber Heard mantém braço-de-ferro nos tribunais por violência doméstica

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De  Francisco Marques
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Johnny Depp e Amber Heard à saída de um tribunal em Londres, em 2020
Johnny Depp e Amber Heard à saída de um tribunal em Londres, em 2020   -   Direitos de autor  AP Photo

O norte-americano Johnny Depp e a ex-mulher Amber Heard estão de regresso esta segunda-feira a tribunal, desta feita em Fairfax, na Virginia, Estados unidos, e devido ao processo por difamação movido pelo ator contra a também atriz após um artigo de opinião publicado em 2018 no jornal "Washington Post".

Os advogados de Depp acusam Heard de se ter feito passar por uma sobrevivente de violência doméstica e de ter incluído no artigo falsas alegações de que a atriz teria sido abusada física e sexualmente durante o casamento.

Há mais de uma centena de testemunhas arroladas a este processo, que pode prolongar-se por pelo menos seis semanas, lê-se no "Washington Post". J. K. Rowling, Elon Musk e James Franco são algumas das celebridades na lista de testemunhas.

Depp reclama uma indemnização de 50 milhões de dólares (quase 46 milhões de euros) por danos profissionais devido aos trabalhos que assegura ter perdido devido às alegações da ex-mulher e decidiu avançar agora na Virginia depois de já ter perdido um processo similar no Reino Unido contra o jornal "The Sun".

Apesar de residir na Califórnia, a equipa de representação legal decidiu apresentar a queixa na Virginia por ser um estado onde as leis para a violência doméstica não são tão rígidas, avança o jornal britânico "The Guardian".

A acusação de difamação sucede ao processo de divórcio onde o ex-casal entrou em acordo mediante o pagamento de sete milhões de dólares (6,4 milhões de euros) pelo ator, em troca da desistência das acusações de violência doméstica, e que a atriz se comprometera doar a determinadas a um hospital pediátrico e a uma organização de promoção das liberdades civis.

Só que Hamber voltou à carga com o referido artigo de opinião e, após a queixa de Depp, contra-atacou com um processo baseado em 300 páginas de alegadas provas de ter sido vítima de violência doméstica e também uma compensação, mas de 100 milhões de dólares (quase 92 milhões de euros).

O braço de ferro continua.