This content is not available in your region

Rússia confirma afundamento do navio de guerra "Moskva" no Mar Negro

Access to the comments Comentários
De  Ricardo Figueira
euronews_icons_loading
Navio "Moskva"
Navio "Moskva"   -   Direitos de autor  Pavel Golovkin/AP

O navio de guerra "Moskva", considerado florão da frota russa do Mar Negro, foi afundado, segundo confirmaram as chefias militares russas. Inicialmente, as forças armadas russas tinham apenas confirmado um incêndio a bordo e a evacuação do navio, desmentindo a versão ucraniana de que teria sido atingido por mísseis.

O "Moskva" tinha sido protagonista de um dos episódios mais badalados desta guerra, quando os militares ucranianos na "Ilha das Serpentes", ao largo da Crimeia, responderam às ameaças mandando o navio "para um certo sítio". O que parece ter-se concretizado...

Guerra em território russo?

A guerra, entretanto, terá chegado ao lado russo da fronteira, segundo a própria Rússia confirmou, com a queda de rockets em aldeias das regiões fronteiriças de Briansk e Belgorod, que segundo Moscovo foram disparadas do lado ucraniano. A informação vem da Rússia e é negada pela Ucrânia, que diz ser um truque da Rússia para estimular o ódio anti-ucraniano e justificar novos ataques.

A Ucrânia reivindica, por seu lado, o bombardeamento de uma ponte perto de Kharkiv, durante a passagem de uma coluna militar russa que se dirigia para Izyum, onde iria engrossar o contingente russo estacionado nesta cidade. Num esforço para passar uma imagem positiva da operação militar na Ucrânia, a televisão russa mostrou imagens da entrega de ajuda alimentar em Kharkiv, por parte dos militares às ordens do Kremlin.

Bombardeamentos em Chernihiv

A região de Chernihiv, perto de Kiev, foi bombardeada com mísseis que o lado ucrania no insiste serem do tipo "Tochka-U", os mesmos usados contra a estação de comboios de Kramatorsk, que a Rússia garante não usar. Os serviços secretos ocidentais dizem estes mísseis eram já usados pelas forças separatistas pró-russas na guerra civil que começou em 2014 e continua a ser usada pelos russos na atual guerra.

Troca de prisioneiros

A vice-primeira-ministra da Ucrânia, Irina Vereshchuk, confirmou que foi feita uma nova troca de prisioneiros, a quarta desde o início da guerra.

Chegaram à Ucrânia cinco oficiais, 17 soldados e e oito civis que estavam detidos na Rússia. Não se sabe quantos russos, nem quem, a Ucrânia entregou em troca. Sabe-se que a Ucrânia está a negociar também a libertação dos 169 militares feitos prisioneiros quando a Rússia tomou a central nuclear de Chernobyl.