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Ucrânia diz que começou a "batalha por Donbass"

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De  euronews  com Lusa, AP,
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AP   -   Direitos de autor  Felipe Dana/Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved.

O presidente da Ucrânia diz que as forças russas começaram esta segunda-feira a ofensiva contra o leste da Ucrânia, intensificando os combates na região do Donbass, controlada em parte pelos separatistas pró-russos.

“Agora podemos dizer que as tropas russas começaram a batalha pelo Donbass, para a qual se estão a preparar há muito tempo. Uma parte muito grande de todo o Exército russo está agora dedicado a esta ofensiva", sublinhou Volodymyr Zelensky, numa mensagem divulgada na rede social Telegram.

O chefe de Estado ucraniano assegurou que o país irá lutar e defender-se, qualquer que seja o número de militares russos naquela região.

Ataques continuam apesar da alegada aposta no leste

A Ucrânia diz que esta é a segunda fase da guerra, apesar da primeira nunca ter terminado. Nos últimos dias, os ataques aumentaram. O ministério da Defesa da Rússia diz ter atingido nas últimas horas 300 alvos militares ucranianos.

Em Lviv, três mísseis destruíram instalações do exército da Ucrânia e um outro atingiu ama oficina automóvel, onde sete pessoas morreram e 11 ficaram feridas.

A leste, também Mariupol continua a ser atacada. Foram bombardeados novamente os canais subterrâneos do complexo industrial de Azovstal, a maior empresa metalúrgica do país, que tem servido de abrigo a centenas de pessoas.

EUA também acreditam na aposta militar em Donbass

O porta-voz do Péntagono diz que, mesmo assim, os ucranianos continuam a resistir, na cidade portuária. John Kirby afirma também que os russos estão a usar uma estratégia militar chamada de "modelagem", que consiste em pôr em prática "manobras terrestres mais agressivas" em Mariupol como treino para a ofensiva em Donbass.

Na semana passada, os EUA aprovaram um pacote de 735 milhões de euros em apoio militar para a Ucrânia. A Rússia ameaçou Washington com "consequências imprevisíveis", caso mais ajudas cheguem às mãos dos ucranianos.

Em Bucha, choram-se os mortos. De acordo com a Ucrânia, Vladimir Putin condecorou a brigada do exército russo responsável pelos crimes cometidos na cidade. O presidente russo concedeu à 64ª Brigada de Fuzileiros Motorizados o título de "Guardas". Putin elogiou ainda o "heroísmo, tenacidade e coragem" dos militares.