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Mais de 200 detenções em protestos na Arménia

Nagorno-Karabakh
Nagorno-Karabakh Direitos de autor Sergei Grits/Copyright 2020 The Associated Press. All rights reserved.
Direitos de autor Sergei Grits/Copyright 2020 The Associated Press. All rights reserved.
De  Euronews com AFP
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Governo de Erevan é acusado de abandonar a região separatista de Nagorno-Karabakh

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Na Arménia continuam os protestos contra o primeiro-ministro e a forma como está a gerir o conflito com o Azerbaijão na região de Nagorno-Karabakh. Esta terça-feira, mais de duzentas pessoas foram detidas, em várias regiões do país, durante as manifestações que pediram a renúncia de Nikol Pashinyan. Os líderes da oposição acusam o governo de querer abandonar o enclave separatista.

Armen Ashotyan, deputado arménio, participou na manifestação em Erevan. Diz que o primeiro-ministro “não tem o direito de vender as conquistas nacionais, como a questão de Karabach e o reconhecimento internacional do genocídio arménio”. “Nikol Pashinyan apresenta orgulhosamente as conquistas de Baku e Ancara, as conquistas turco-zerbaijanas, não as da Arménia ou de Artsakh", declarou.

As manifestações, que juntam milhares de pessoas a pedido da oposição, começaram no domingo. Estes são os maiores protestos contra o governo desde as eleições de setembro de 2021, ganhas pelo partido de Pashinyan.

A Região de Nagorno-Karabakh é disputada pela Arménia e Azerbaijão há 30 anos. Em 2020, foi palco de uma guerra de seis semanas que terminou com um cessar-fogo negociado pela Rússia. O acordo mediado por Moscovo é visto na Arménia como uma humilhação nacional.

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