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Arménia acolhe cidadãos e empresas russas

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De  Bruno Sousa
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Arménia acolhe cidadãos e empresas russas
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A invasão da Ucrânia e as sanções à Rússia daí resultantes levaram milhares de russos a mudar-se para a Arménia. Chegam a Yerevan diariamente mais de trinta voos provenientes de território russo, com a capital arménia a ser escolhida pelas relações amigáveis entre os dois países e pelo número de pessoas que fala russo no país, mas também pela falta de escolhas para quem está na Rússia.

Muitos chegaram sem planos para o futuro. É o caso desta russa que falou com a Euronews Arménia e que preferiu não divulgar o nome:

"As fronteiras fecharam repentinamente e não sabíamos para onde ir. A Arménia foi a melhor solução, estamos aqui há uma semana. A cotação do rublo está horrível e tivemos dificuldades financeiras. É difícil fazer planos, talvez amanhã haja um ataque e tudo chegue ao fim. Não está nada claro."

Além dos cidadãos, também chegam muitas empresas russas que pretendem continuar a operar no mercado internacional. O Ministério da Economia local publicou mesmo um guia para os recém-chegados, onde partilha várias informações úteis: como arrendar um apartamento, como abrir uma conta num banco arménio ou como transferir dinheiro da Rússia usando criptomoedas para contornar os limites impostos nas transferências para o estrangeiro pelo regime de Vladimir Putin.

O economista Haykaz Fanyan explica que o país pode ganhar bastante com esta nova vaga migratória:

"Não lidamos com migrantes no sentido clássico. Lidamos com profissionais experientes, com altos rendimentos e que não representam um fardo para o estado arménio. O setor de informática no país tem sentido uma enorme falta de profissionais qualificados e com a chegada dos russos, o número de especialistas vai aumentar. Além disso gastam dinheiro aqui, pagam rendas, ficam em hotéis, vão a restaurantes, usam transportes públicos... tudo isto é positivo para a economia local."

A maior parte dos recém-chegados não tem intenção de ficar para sempre, quer conseguir o visto e sair para a Europa. O regresso a casa está descartado para quem se manifestou publicamente contra a guerra na Ucrânia.