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António Guterres na Moldávia para mostrar "solidariedade e gratidão"

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AP Photo Direitos de autor Aurel Obreja/Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved.
Direitos de autor Aurel Obreja/Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved.
De  Euronews com AP
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O secretário-geral da ONU está na Moldávia, país que está a ser afetado pela guerra na Ucrânia e que já acolheu meio milhão de refugiados ucranianos.

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António Guterres está na Moldávia para demonstrar a sua "solidariedade e gratidão" ao país. A Moldávia está a ser afetada pela guerra na Ucrânia e serve de refúgio para meio milhão de ucranianos. O secretário-geral da ONU está a efetuar uma visita oficial de dois dias que termina esta terça-feira.

O responsável das Nações Unidas defendeu que tem de existir um sentido de responsabilidade de todos os intervenientes da guerra na Ucrânia.

"A Moldávia está na linha de frente da preservação da paz e estabilidade no mundo. Com a guerra tão próxima e com as divisões que existem agora. A minha esperança é de que haja um claro sentido de responsabilidade de todos os intervenientes", defendeu Guterres.

O secretário-geral da ONU visitou esta terça-feira um centro de refugiados ucranianos e encontrou-se com Natalia Gavrilita, primeira-ministra da Moldávia.

No encontro com o responsável das Nações Unidas, a governante moldava recordou a panóplia de crises que o país enfrenta atualmente.

"Hoje, a República da Moldávia está a enfrentar uma sobreposição de crises sem precedentes, incluindo a crise pandémica, energética, a inflação e a reorientação do comércio. Mas, independentemente dos desafios, garanto-vos que a República da Moldávia está no caminho do desenvolvimento, da democracia e da integração europeia", disse a chefe do governo.

Nas últimas semanas, a região pró-russa da Transnistria, no extremo leste da Moldávia, foi alvo de várias explosões. Estes ataques fizeram soar os alertas de que a guerra na Ucrânia se possa extender também para este território, governado por separatistas pró-russos, desde 1992. A Transnistria conta actualmente, no terreno, com cerca de 2 mil soldados russos.

A Comunidade Internacional teme que esta região possa ser utilizada por Moscovo como ponte entre a Ucrânia e a Moldávia.

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