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Turquia contra Suécia e Finlândia na NATO

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De  Ricardo Figueira
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Exercícios da NATO na Finlândia em 2014
Exercícios da NATO na Finlândia em 2014   -   Direitos de autor  Roni Lehti/AP

Os partidos representados no parlamento sueco são unânimes: Se o país se juntar à NATO, isso vai fazer do Norte da Europa um lugar mais seguro. São essas as palavras exatas do relatório de segurança escrito conjuntamente pelos oito partidos antes do pedido formal de adesão da Suécia à Aliança Atlântica. O relatório diz que, mesmo se este passo pode despertar a ira da Rússia, as vantagens são superiores ao risco que o país enfrenta estando fora da Aliança e não abrangido pelo Artigo 5, que prevê a proteção dos países membros em caso de ataque por um país externo.

Ann Linde, ministra dos Negócios Estrangeiros da Suécia, alerta para o perigo que a Rússia representa: "O comportamento da Rússia é estrutural, é a longo prazo e não vai mudar durante um longo período, mesmo se houver um acordo de paz com a Ucrânia ou se Putin deixar o poder. Isso sifnifica que temos um grande vizinho, na nossa vizinhança imediata, pronto a tomar grandes riscos, incluindo invadir um país pacífico, não alinhado e soberano que não ameaça a Rússia de forma nenhuma", disse.

Temos um grande vizinho, na nossa vizinhança imediata, pronto a tomar grandes riscos, incluindo invadir um país pacífico, não alinhado e soberano
Ann Linde
Ministra dos Negócios Estrangeiros da Suécia

O governo sueco vai tomar uma decisão final, com base neste relatório, na segunda ou terça-feira. Uma decisão que não é muito difícil de prever qual será - a de aderir à NATO.

A prevista adesão da Suécia e da Finlândia conta já, pelo menos, com um detrator no seio da Aliança. Trata-se da Turquia, que teme uma repetição dos problemas que teve quando a Grécia entrou: "Estamos a seguir os desenvolvimentos na Suécia e na Finlândia, mas não temos uma opinião positiva sobre isto. Porque já cometeram um erro ao aceitar a Grécia, tendo-se a Grécia depois respaldado na NATO para atacar a Turquia. Não queremos, por isso, cometer um segundo erro nesta matéria", disse o presidente turco Recep Tayyip Erdoğan.

A NATO já cometeu um erro ao aceitar a Grécia.
Recep Tayyip Erdoğan
Presidente da Turquia

Uma das críticas que a Turquia lança aos países escandinavos é a de acolherem ativistas curdos, que Ancara considera terroristas. Até agora, a Turquia é a única voz dissonante, dentro da NATO, face às possíveis adesões da Suécia e da Finlândia.