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Inflação na Zona Euro atinge máximo histórico nos 8,1%

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De  Ricardo Figueira
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Banco Central Europeu
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A subida dos preços na Zona Euro está ao nível mais alto de sempre. A taxa de inflação no grupo de 19 países que usam a moeda única, calculada com base na comparação com o mesmo mês do ano passado, bateu, em maio, um recorde histórico desde que começaram a ser feitos registos para o grupo, nos 8,1%, depois de já em março e abril se terem registado novos máximos históricos, por culpa da guerra na Ucrânia e da subida no preço de várias matérias-primas motivada pela guerra e pelo sentimento de insegurança. 

A subida foi particularmente dura no que toca aos preços da energia, que subiram mais de 39%. Os preços da alimentação foram também fortemente afetados, com um aumento de 7,4%.

Para a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a resposta dos governos a esta crise tem de passar pelo apoio a quem mais está a sofrer com ela: "Há uma necessidade de proteger os mais vulneráveis, aqueles que passam por maiores dificuldades. A proteção social tem de ser incluída na resposta dos governos. Pedimos que haja diálogo, uma união entre os governos, os empregadores e os trabalhadores para que sejam encontradas soluções aceitáveis para esta situação em que as coisas são, sem dúvida, muito difíceis. Isso torna as soluções mais legítimas e mais aceitáveis", diz o diretor-geral da OIT, Guy Ryder.

Pedimos que haja diálogo, uma união entre os governos, os empregadores e os trabalhadores para que sejam encontradas soluções aceitáveis para esta situação.
Guy Ryder
Diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho

No caso de Portugal, a inflação foi de a mais alta desde fevereiro de 1993 e ficou nos 8% em termos de Índice de Preços no Consumidor. O índice harmonizado, que permite comparações com os outros países, ficou nos 8,1%, igual à média da Zona Euro.

Malta foi o país com a inflação mais baixa, nos 5,6%, enquanto o mais alto foi registado na Estónia, com um valor acima dos 20%. Os países bálticos e a Eslováquia, com fortes ligações comerciais à Rússia, ou ainda a Grécia e os Países Baixos tiveram taxas de inflação acima dos 10%.