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Russos preocupam-se menos com a guerra

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De  Galina Polonskaya
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Russos preocupam-se menos com a guerra
Russos preocupam-se menos com a guerra   -   Direitos de autor  NATALIA KOLESNIKOVA/AFP

Na Rússia, há cada vez menos pessoas a prestar atenção à guerra - que no país é chamada 'operação militar especial' - e há cada vez menos pessoas que dizem estar preocupadas com o que está a acontecer na Ucrânia. Estas são as conclusões de uma sondagem do Instituto independente Levada, considerado um "agente estrangeiro" pelas autoridades russas. A sondagem também mostra que a maioria das pessoas diz ainda confiar na televisão e que para elas é a fonte de informação mais importante. A televisão na Rússia é completamente controlada pelo Estado. Por isso, não é surpresa o facto da maioria dos inquiridos (73%) dizer que a "operação militar especial" é um sucesso.

Mas ainda há muitas pessoas que são contra a guerra e que estão a tentar resistir - mas os protestos são imediatamente reprimidos. Um verniz de unhas ou sapatos com amarelo e azul podem ser motivo para uma detenção. As autoridades tentam bloquear plataformas que permitam o acesso a informações de sites de notícias bloqueados ou de jornalistas independentes que deixaram a Rússia.

Mais cedo ou mais tarde, as figuras públicas que dizem abertamente “não à guerra” têm de deixar o país. As pessoas estão assustadas. Quem não concorda com o governo de Moscovo não mostra as suas ideias abertamente, como acontecia na antiga União Soviética. E muitos daqueles que compreendem o que se passa não fazem nada, porque têm medo e porque acreditam que não podem mudar as coisas.