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NOVAFRICA discute papel da mulher no desenvolvimento de África

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De  Miguel Roque Dias
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Iliteracia financeira é comum em Moçambique
Iliteracia financeira é comum em Moçambique   -   Direitos de autor  Ricardo Franco/ 2020 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

Dias depois da UNICEF ter divulgado que 130 milhões de meninas e mulheres africanas vivem em uniões prematuras, a Conferência NOVAFRICA, em Lisboa, discute, também, como promover o desenvolvimento económico de África através da diminuição da desigualdade de género.

O Banco Mundial apoia vários projetos no continente que visam viabilizar o empreendedorismo no feminino.

"Estes programas estão a trabalhar, por exemplo, com bancos e instituições de microfinanças para os ajudar a melhorar o financiamento para as mulheres. Trabalhamos com plataformas e empresas de comércio eletrónico para tentar obter mais mulheres como fornecedores, para que possam vender os seus produtos em grandes mercados estáveis. Trabalhamos com agências governamentais para reduzir as políticas e também para conseguir que os governos façam compras para as mulheres empresas. Assim, fazer com que os governos reconheçam realmente que importa a quem está a comprar. E as mulheres não devem ser excluídas desses mercados. Trabalhamos com aceleradores, trabalhamos com agências de formação, por isso em todos estes países temos diferentes parceiros com os quais trabalhamos para expandir as capacidades das mulheres empresárias", sublinha Wendy Teleki, do Banco Mundial.

Em Moçambique, as mulheres constituem mais de 50% da população, no entanto, isso não se reflete na economia do país. O Financial Sector Deepening (FSD) tem investido na Literacia financeira, mas é preciso explicar os conceitos de modo que estas mulheres os compreendam.

A diretora executiva do FSD, Esselina Macome, afirma que uma mulher "pode ouvir na rádio o que é poupança, mas vai ser diferente se alguém se sentar com ela e mostrar como a partir daquele negócio pode começar a poupar, pode começar a criar condições para mitigar, para reduzir aqueles períodos de pobreza sazonal.”

Esta nova África que todos querem construir tem imensos desafios, no entanto, a solução pode ser simples...

Wendy Teleki acredita que colocar "financiamento nas mãos das mulheres, ajudar a construir as suas competências, ajudar a construir o seu acesso ao mundo do mercado, ajudar de facto... Esses países tornam-se mais resistentes às muitas crises que enfrentam atualmente".