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Líderes da África Lusófona apelam à igualdade na ONU

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De  Euronews
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João Lourenço apelou à igualdade na distribuição das vacinas
João Lourenço apelou à igualdade na distribuição das vacinas   -   Direitos de autor  Spencer Platt/2021 Getty Images
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A sede da ONU é, por estes dias, um dos maiores palcos mundiais e o centro da diplomacia internacional.

A organização das nações que se uniram no rescaldo da Segunda Guerra Mundial tenta navegar uma vaga que pede uma mudança estrutural. O modelo de um conselho permanente a cinco vozes é cada vez mais contestado.

Jorge Carlos Fonseca, Presidente de Cabo Verde: "A revitalização das Nações Unidas passa pela necessidade de uma reforma do Conselho de Segurança que possa conferir uma maior abrangência dos Estados-membros na tomada de decisões atinentes à paz e à segurança internacionais".

A revitalização das Nações Unidas passa pela necessidade de reformar o Conselho de Segurança.
Jorge Carlos Fonseca
Presidente de Cabo Verde

A paz e a segurança passam também por mais igualdade.

Cabo Verde, Angola e Guiné-Bissau aproveitaram a Assembleia Geral da ONU para condenar as discrepâncias e apontar o caminho que falta fazer para reduzir as desigualdades que a pandemia veio expor.

Umaro Sissoco Embaló, Presidente da Guiné-Bissau: "É preciso apoiar oss mais vulneráveis, promover a criação de sistemas de saúde adequados e garantir a todos os países, sem distinção, um acesso rápido e equitativo às vacinas"

É preciso apoiar os mais vulneráveis.
Umaro Sissoco Embaló
Presidente da Guiné-Bissau

João Lourenço, presidente de Angola: "É chocante constatar-se a disparidade existente entre umas nações e outras no que respeita à disponibilidade de vacinas, pois estas diferenças permitem, em alguns casos, administrarem-se terceiras doses, enquanto noutros, como ocorre em África, a larga maioria das populações não está vacinada sequer com a primeira dose".

É chocante constatar-se a disparidade entre as nações no que respeita à disponibilidade de vacinas.
João Lourenço
Presidente de Angola

A resposta global à pandemia de Covid-19 atravessa quase todos os discursos no púlpito da Assembleia-Geral da ONU. O tema deu mote a uma cimeira paralela organizada pelos Estados Unidos, que traçou como objetivo ter mais de 80% da população mundial vacinada até ao final do próximo ano.