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Líderes do G7 discutem imposição de preço limite à energia russa

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De  Bruno Sousa
Líderes do G7 reunidos nos Alpes
Líderes do G7 reunidos nos Alpes   -   Direitos de autor  AP / Markus Schreiber

Os desafios que enfrentam não tiraram o apetite aos líderes das superpotências económicas que fazem parte do grupo dos sete para o jantar de trabalho que encerrou o primeiro dia da cimeira.

O prato forte do menu foi como travar as ambições expansionistas de Vladimir Putin na Ucrânia e duas ideias marcaram o dia inaugural: a proibição da importação de ouro russo e a imposição de um preço limite às fontes de energia da Rússia, por forma a tentar combater os lucros recorde do Kremlin desde o início da guerra.

Ideias que ainda não passaram à prática e que não são unânimes, com a Alemanha a mostrar-se preocupada com um possível corte do gás russo. Ainda assim, Olaf Scholz apelou à união, dizendo ser necessário "assumir as responsabilidades em conjunto" por forma a travar "o declínio da taxa de crescimento em alguns países, a crescente inflação, a escassez de materiais e as perturbações na cadeia de distribuição".

Além do expansionismo militar de Moscovo, também o expansionismo económico de Pequim foi tema de discussão à mesa. Os líderes do G7 comprometeram-se em unir esforços e Joe Biden anunciou o objetivo de mobilizar perto de 600 mil milhões de dólares até 2027, um terço dos quais proveniente dos Estados Unidos para tentar travar a crescente influência da China nos países em desenvolvimento.

O grupo dos sete estará reunido em Schloss Elmau, nos Alpes alemães até terça-feira. Esta segunda-feira a guerra na Ucrânia voltará a dominar as atenções, com o Presidente Volodymyr Zelenskyy a dirigir-se aos presentes por videoconferência.