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Greves de transportes aéreos e ferroviários na Europa

Greve da Lufthansa, na Alemanha
Greve da Lufthansa, na Alemanha Direitos de autor AP Photo
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Greve dos trabalhadores de terra da Lufthansa, na Alemanha; do pessoal de cabine da Ryanair, em Espanha e dos comboios no Reino Unido

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Viajar na Europa esta quarta-feira é algo complicado e exige paciência com as greves nos transportes.

A greve do pessoal de terra da Lufthansa, na Alemanha, levou ao cancelamento de mais de mil voos.

A paralisação é uma forma de pressão dos trabalhadores, antes da terceira ronda das negociações salariais, como refere o porta-voz do sindicato ver.di, Dennis Dacke: "A Lufthansa não fez uma oferta adequada nas duas primeiras rondas de negociações. E é tempo de os empregados darem a sua opinião agora antes da terceira ronda. Isto é uma greve de aviso, e os efeitos são visíveis. E esperamos que a Lufthansa não venha a provocar outra no futuro".

A greve afeta milhares de passageiros. Muitos, vindos do estrangeiro foram surpreendidos pelo cancelamento dos voos. O porta-voz da Lufthansa, Martin Leutke, lamenta: "Sim, infelizmente tivemos de cancelar mais de 1.000 voos em Frankfurt e Munique devido a esta greve maciça do ver.di, o que significa que bem mais de 100.000 pessoas não podem iniciar as suas férias hoje, como de facto pretendiam. E isso é realmente um dia amargo para uma companhia aérea, mas especialmente para as pessoas que queriam ter férias".

Os voos operados por companhias do Grupo Lufthansa, como a Swiss International Air Lines, Austrian Airlines, Brussels Airlines e a companhia aérea regional italiana Air Dolomiti foram também cancelados. Além disso, os aviões da Croatia Airlines, United Airlines, Air Canada e LOT da Polónia não puderam descolar,segundo a imprensa alemã.

Em greve está também o pessoal de cabine da Rayanair, em Espanha. Um movimento que os sindicatos prometem estender até janeiro de 2023.

Os empregados espanhóis da companhia aérea de baixo custo lançaram a greve a 24 de junho para exigir melhores condições de trabalho, na sequência de um apelo da central sindical USO e do Sindicato Independente da Tripulação Aérea (SITCPLA).

Originalmente, estavam previstos seis dias de ação de greve. No entanto, a USO e o SITCPLA decidiram, no início do mês, prolongar a greve até 28 de julho, o que afeta os dez aeroportos espanhóis onde a companhia irlandesa tem bases.

No Reino Unido, são os ferroviários que estão paralisados, de novo, um mês após a maior greve dos últimos 30 anos. Os trabalhadores lutam por melhores salários, numa altura em que o país luta contra o aumento do custo de vida e uma inflação de 11%.

Um em cada cinco comboios foi suprimido. Para além das ligações internas, a greve afetou as viagens europeias do Eurostar.

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