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Alemanha reequaciona nuclear

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Olaf Scholz visitou uma fábrica da Siemens Energy
Olaf Scholz visitou uma fábrica da Siemens Energy   -   Direitos de autor  Bernd Thissen/ dpa

A Alemanha pode prolongar a vida útil dos últimos três reatores nucleares do país, para além do final do ano. O chanceler alemão, Olaf Scholz, numa visita a uma fábrica da Siemens Energy, afirmou que isso "poderia fazer sentido", mas não se comprometeu.

O país está a ser parcialmente privado de gás russo e teme uma crise energética. A Alemanha tinha decidido eliminar gradualmente a energia nuclear até ao final de 2022, mas a escassez de entregas de gás russo trouxe de volta a questão de manter as últimas centrais a operar por mais tempo. Uma solução incómoda, especialmente, para o terceiro partido da coligação governamental, os ambientalistas Verdes

"No que diz respeito ao abastecimento energético da Alemanha, como todos sabem, as últimas três centrais nucleares destinam-se exclusivamente à produção de eletricidade, e correspondem a uma pequena fatia do total. No entanto, pode fazer sentido, porque o estado de desenvolvimento das energias renováveis em certos estados alemães varia muito", referiu.

A decisão de Berlim, sobre uma possível extensão da vida dessas centrais nucleares, deve ser tomada após serem conhecidos os resultados do “teste de stress”, sobre a segurança do fornecimento de energia elétrica do país, o que deve ocorrer daqui a umas semanas, sublinhou Scholz.

Em Mülheim an der Ruhr, no oeste da Alemanha, na fábrica que reparou uma turbina de gás para equipar o Nordstream 1, o chanceler acusou a Rússia de ser responsável por bloquear a entrega da turbina, sem a qual o gasoduto - que fornece gás à Europa - não pode, segundo alega Moscovo, funcionar normalmente.

"Não há nenhuma razão técnica para a redução das entregas de gás através do Nordstream 1. As turbinas estão funcionais... Aqui está uma delas. A troca desta turbina pode seguir o procedimento habitual, como tem acontecido em anos anteriores. Tudo o que a Gazprom teria de fazer era dizer: "Quero esta turbina de volta", afirmou.

A gigante russa Gazprom comunicou, esta quarta-feira, que as sanções impostas pelo Ocidente à Rússia, por causa da guerra na Ucrânia, impossibilitam a devolução da turbina do gasoduto Nordstream 1, que está só a funcionar a 20% da sua capacidade.

A Alemanha acionou no final de março o Plano de emergência para o Gás, o primeiro de três níveis de alerta. Para já, as autoridades afirmam que o abastecimento não está em causa, no entanto, a aproximação do inverno preocupa os alemães.

Com o atual volume de entregas de gás, o nível das reservas podem baixar significativamente. Caso haja uma "interrupção significativa" no fornecimento de gás, o Estado poderá ter de intervir para garantir o abastecimento de "clientes protegidos", como residências, hospitais, bombeiros e polícia.