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Comissão Europeia diz que seca é a "pior em 500 anos"

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De  Ricardo Figueira
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Rios e lagos secam na Europa
Rios e lagos secam na Europa   -   Direitos de autor  Anthony Anex/Keystone via AP

O lago de Brenets, também chamado Chaillexon, entre a Suíça e França, foi formado há mais de 12 mil anos e nunca, desde que há memória, esteve assim: quase completamente sem água. Costumava ter 18 metros de profundidade. Agora, os barcos estão em terra firme. É um exemplo da seca extrema que se vive este verão, um tema que está a preocupar Bruxelas.

Johannes Bahrke, porta-voz da Comissão Europeia, diz: "O último relatório sobre as colheitas diz que o tempo excecionalmente quente e seco, em grandes partes da Europa, continua a reduzir as perspetivas para as colheitas de verão. Segundo os cientistas da Comissão, o tempo deve continuar mais quente e mais seco o que o habitual, no Mediterrâneo Ocidental, pelo menos até novembro. Já o dissemos antes, a seca atual parece ser a pior desde, pelo menos, há 500 anos".

Seca muda dia-a-dia das pessoas

A seca não está só a afetar as colheitas, como também o dia-a-dia de pessoas em muitas partes da Europa. Em certas aldeias de França, como Le Bouchet-Saint-Nicolas, no sudeste do país, as pessoas estão dependentes da distribuição de água em camiões-cisterna.

Fabien Rochedy, dono de um hotel na aldeia, conta: "De manhã, não havia água. Para os hóspedes e clientes, usávamos água engarrafada, para que eles pudessem tomar banho e nós pudéssemos fazer café".

O baixo nível dos rios e dos lagos está a causar problemas ambientais graves, com os peixes a morrerem e os barcos impedidos de navegar. Entretanto, as florestas continuam a arder, sobretudo em países como Portugal e Espanha. Estima-se que a área ardida este ano ultrapasse todos os recordes. Cerca de metade do território europeu está em alerta de seca ou de incêndios.