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Rússia e França com interpretações diferentes sobre visita da AIEA a Zaporíjia

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De  Euronews
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Bombeiros combatem um fogo em Sloviansk após um ataque russo
Bombeiros combatem um fogo em Sloviansk após um ataque russo   -   Direitos de autor  Leo Correa/AP Photo

Em nome da segurança, da Ucrânia e da Europa, e contra o risco de um desastre nuclear, está a caminho da central de Zaporíjia uma missão de especialistas da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).

A zona da central, no sul da Ucrânia, tem sido alvo de ataques nas últimas semanas, fazendo temer o pior.

O diretor da AIEA, Rafael Grossi, revelou segunda-feira de manhã que uma equipa com 13 inspetores deve conseguir estar na central "no final desta semana." Pelas redes sociais, Grossi não escondeu o "orgulho" em liderar os trabalhos.

"Temos de proteger a segurança do maior complexo nuclear da Ucrânia e da Europa", escreveu o líder da AIEA.

Já o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse que Moscovo vê com bons olhos a missão e que está pronto a cooperar com a agência internacional.

Peskov, no entanto, insistiu que o mundo precisa de pressionar a Ucrânia para reduzir a tensão na central nuclear, entre acusações de que Kiev coloca em perigo a Europa.

"Esperámos muito tempo pela missão e consideramo-la necessária. [...] A segurança será garantida à missão da AIEA nas partes dos territórios sob controlo russo, considerando os riscos que ali prevalecem de forma consistente e que estão relacionados com o bombardeamento incessante do território pelo lado ucraniano", afirmou Peskov.

O presidente francês, Emmanuel Macron, também sublinhou a importância da visita: "temos uma preocupação comum [com a AIEA]. Em primeiro lugar, a segurança nuclear não deve ser comprometida nesta guerra. Por isso, esta missão é importante, deve proteger a central e a segurança de toda a região. Em segundo lugar, a soberania ucraniana sobre esta central nuclear não deve ser contestada."

Por causa do risco de acidente nuclear, as autoridades ucranianas começaram a distribuir comprimidos de iodo aos habitantes que vivem perto da central nuclear.

A Ucrânia teme que os combates com as forças russas no terreno possam precipitar uma catástrofe, de proporções tão dantescas como o desastre de Chernobyl.

A central foi temporariamente desativada depois de danos causados por um incêndio.