G7 quer limitar preço máximo do petróleo russo

O objetivo do grupo das sete maiores economias do mundo é evitar que a Rússia continue a lucrar com a guerra na Ucrânia
O objetivo do grupo das sete maiores economias do mundo é evitar que a Rússia continue a lucrar com a guerra na Ucrânia Direitos de autor Stefan Rousseau/AP
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G7 avança com acordo para implementar teto máximo ao preço do petróleo Rússia. Kremlin ameaça com cortes de fornecimento

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Os ministros das Finanças do G7 anunciaram, esta sexta-feira, terem chegado a um consenso para se implementar um teto máximo ao preço do petróleo russo.

O objetivo do grupo das sete maiores economias do mundo é evitar que a Rússia continue a lucrar com a guerra na Ucrânia, que acabou por abalar os mercados financeiros e energéticos mundiais.

No entanto, não é o único argumento que utilizarão para impor a medida a outro países.

O ministro alemão das Finanças, Christian Lindner, anunciou que "aqueles que transportam petróleo russo ou produtos derivados do petróleo por via marítima, por exemplo, já não podem contar com o seguro de navios da União Europeia. Isso limita as receitas russas das vendas a países terceiros".

Num comunicado, a secretária do Tesouro dos Estados Unidos da América, Janet Yallen sublinhou que o limite de preço é uma das ferramentas mais poderosas de que dispõem para combater a inflação e proteger os trabalhadores e as empresas.

No entanto, o Ministério das Finanças de França ressalvou que o trabalho técnico está em curso e que nenhuma decisão final pode ser tomada até se obter o apoio unânime de todos os 27 Estados-membros da União Europeia.

Antes mesmo de ser oficializada a medida, a Rússia, por seu lado, já a havia classificado como "completamente absurda".

O Kremlin avisou que se recusaria a vender petróleo a países que impuserem um limite nos preços.

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