This content is not available in your region

Chilenos rejeitam projeto da nova constituição

Access to the comments Comentários
De  Euronews
euronews_icons_loading
Celebrações no Chile pela rejeição da nova constituição no referendo
Celebrações no Chile pela rejeição da nova constituição no referendo   -   Direitos de autor  Cristobal Escobar/Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved

Milhares de chilenos celebraram nas ruas das cidades do país, o facto de o novo projeto de constituição ter sido rejeitado no referendo deste domingo.

O "Não" à nova constituição foi expresso por 61,9% dos eleitores; o sim, ficou pelos 38,1%.

Um dos eleitores que rejeitaram o texto afirma: "É um triunfo realmente surpreendente, e isso significa que o Chile é um país que rejeita o comunismo, o marxismo, e a tentativa do comunismo de tomar o poder".

"O Chile precisa de mudanças, mas não precisa de comunismo e é com isso que a nova constituição estava a lidar. Estava a criar desigualdade e divisão no Chile.

O novo projeto de constituição visava substituir a herdada da ditadura de Augusto Pinochet, que durou de 1973, a 1990.

Esta decisão dos chilenos suspende o processo da nova constituição posto em marcha pelo movimento popular de 2019 que exigia justiça social e responsabilizava a lei fundamental criada durante a ditadura por todos o problemas que o país vivia.

O presidente Gabriel Boric anunciou que o processo será relançado e apelou à união das forças políticas.

"Esta decisão dos chilenos exige que as nossas instituições e atores políticos trabalhem com mais empenho, com mais diálogo, com mais respeito e afeto, até chegarmos a uma proposta que nos envolva a todos, que inspire confiança, que nos una como país. E então o maximalismo, a violência e a intolerância para com aqueles que pensam de forma diferente serão definitivamente postos de lado".

Os que queriam ver a constituição aprovada lamentam que o trabalho dos membros da Assembleia Constuinte que redigiram o texto não tenha sido entendido pela maioria conservadora da sociedade chilena, apesar dos direitos consagrados na nova lei, com vista a combater as profundas desigualdades existentes no país.

A ideia de uma nova constituição para o Chile tinha sido apoiada por 79% dos chilenos em 2020.