Governos europeus pedem para baixar consumo de energia

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De  Ricardo Figueira
Governos querem que particulares consumam menos este inverno
Governos querem que particulares consumam menos este inverno   -   Direitos de autor  Laurent Cipriani/AP

França quer gastar menos

A poupança de energia é o cavalo-de-batalha do governo francês para os próximos tempos: o objetivo é gastar menos 10%, nos próximos dois anos, para reduzir a dependência da energia vinda do estrangeiro e evitar cortes no fornecimento.

A ministra da trasnsição energética, Agnès Pannier-Runacher, pede um esforço aos particulares, uma mudança de comportamentos a longo prazo.

"A palavra de ordem é clara: Mobilização geral. Todos se devem comprometer, porque hoje estamos numa situação de emergência. Nunca fomos independentes em termos energéticos. Hoje, estamos expostos às energias fósseis à altura de 66% do nosso consumo. A aposta é sair das energias fósseis para termos energia abundante, a baixo preço, que não faça mal ao nosso planeta", disse a ministra.

Nunca fomos independentes em termos energéticos. Hoje, estamos expostos às energias fósseis à altura de 66% do nosso consumo.
Agnès Pannier-Runacher
Ministra francesa da transição energética

Num encontro de empresários, o presidente Emmanuel Macron pediu esforços por parte do setor privado na redução do consumo de energia, mas prometeu também chegar a acordo com os parceiros europeus para baixar as tarifas do gás.

"Vamos convencer os outros europeus, vamos colocar em marcha um sistema para colocar um limite máximo no preço do gás que usamos para produzir eletricidade. Isso permite também baixar o preço da eletricidade e fazer com que todo o gás baixe, porque se criam novas referências de preço", disse o presidente.

Esforços pedidos também no Reino Unido e Alemanha

Na Alemanha, o presidente da entidade que supervisiona as redes energéticas disse que os particulares estavam a usar demasiada energia, tendo em conta o menor fornecimento derivado da guerra na Ucrânia e das sanções à Rússia, e pediu contenção, para evitar cortes no fornecimento durante os meses mais frios e mais críticos.

No Reino Unido, a Operadora Nacional de Redes de Energia disse que o país poderia vir a enfrentar cortes de três horas diárias, no inverno, mesmo se admitiu que esse é um cenário extremo e pouco provável. A entidade disse que esses cortes poderiam acontecer em alturas de pico de consumo, de manhã ou início da tarde, e os consumidores seriam previamente alertados.