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Travessias no Mediterrâneo estão mais mortais de acordo com a ONU

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AP Direitos de autor AP Photo
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De  Euronews
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Morreram mais pessoas em proporção às viagens que foram feitas em 2021 do que em 2015

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As travessias no Mediterrâneo estão mais fatais, acredita o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os refugiados. Num espaço de algumas horas, aconteceram dois naufrágios mortais. 

O Alto Comissariado das ONU para os refugiados não tem dúvidas de que o tipo de migração de hoje em dia é mais perigosa. Shabia Mantoo, porta-voz do ACNUR, diz que desde 2015 tem havido menos travessias, "mas as viagens estão a tornar-se mais perigosas".  

De acordo com a ACNUR, o número de migrantes e refugiados a atravessar o Mar Mediterrâneo em 2015 chegou aos 300 mil. O número de mortos nesse mesmo ano foi de 3.771. 

"Estamos a ver o número de mortos a subir." Em 2021, atravessaram 120 mil migrantes a passar o Mediterrâneo e 3.200 morreram ou desapareçam nessas viagens.", admite Shabia Mantoo.  

Dois naufrágios em apenas algumas horas

Os destroços da embarcação que naufragou na quarta-feira de manhã, na costa da ilha grega de Kythera, estão à vista de todos. O barco embateu numa rocha mas o mar levo-os, antes das equipas de limpeza.

Neste naufrágio morreram 15 migrantes e 80 foram resgatados pelas autoridades gregas. Quem sobreviveu, viu tudo e não esquece.

Abdul Ghafar Amur estava na embarcação. Fugiu do Afeganistão para lutar por uma vida melhor, na Europa. Conta que depois do barco naufragar, a equipa de resgate demorou cerca de três horas. Demasiado tempo para salvar as mulheres e dois adolescentes que acabaram por ver morrer.

"Não conseguimos fazer nada. Vimo-los a morrer", desabafou Abdul Amur.

Na quinta-feira de madrugada, um outro naufrágio na costa da ilha de Lesbos provocou a morte a outros 18 migrantes. Mais de 20 migrantes foram resgatados pelas autoridades gregas.

Os ventos fortes terão sido a causa das duas tragédias, que aconteceram num espaço de horas.

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