Putin ameaça com "catástrofe global"

Vladimir Putin foi a figura central da Cimeira que juntou os chefes de Estado do Quirguistão, Cazaquistão, Uzbequistão, Tajiquistão e Turquemenistão
Vladimir Putin foi a figura central da Cimeira que juntou os chefes de Estado do Quirguistão, Cazaquistão, Uzbequistão, Tajiquistão e Turquemenistão Direitos de autor Ramil Sitdikov/Sputnik via AP
De  Teresa Bizarro
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button
Copiar/colar o link embed do vídeo:Copy to clipboardCopied

Presidente russo avisa que qualquer confronto direto entre forças da NATO e tropas leais ao Kremlin terá uma resposta devastadora

PUBLICIDADE

Vladimir Putin volta a agitar a ameaça nuclear. Em Astana, na cimeira entre a Rússia e os países da Ásia Central, avisou a NATO de que qualquer "confronto direto" entre tropas da aliança e os militares leais a Moscovo resultará numa "catástrofe global".

"O envolvimento de qualquer força militar em contacto direto, num confronto direto com o exército russo, é um passo muito perigoso que pode conduzir a uma catástrofe global", disse o presidente russo na capital do Cazaquistão adiantando esperar que o "senso comum" prevalença entre os que defendem uma intervenção em território ucraniano.

Sobre a possibilidade de um encontro com o presidente dos Estados Unidos à margem do G20, em novembro, na Indonésia, Putin diz que ainda não é tempo.

"Têm de lhe perguntar [a Joe Biden] se está pronto para ter estas negociações comigo. Falando com franqueza, em geral não vejo qualquer necessidade. Ainda não há plataforma para estas negociações," declarou.

Investigação ao ataque à ponte Kerch na Crimeia

O presidente russo levanta suspeitas sobre a utilização dos corredores humanitários para fins militares. Putin disse haver indícios de que o transporte do material usado na explosão da ponte de ligação do continente à Crimeia veio por barco a partir de Odessa.

"O Serviço Federal de Segurança registou que, em grande parte, parece que a chamada carga - mas podem dizer os explosivos - foi enviada por mar a partir de Odesa," afirma a líder russo, reconhecendo que tal "ainda não foi verificado". 

"Se tiver sido feito com a ajuda dos cargueiros de cereais; se se descobrir que o corredor humanitário é utilizado para cometer os ataques terroristas, é claro que se levantarão enormes questões quanto ao futuro deste corredor humanitário," promete.

Perante os vizinhos da Ásia central, Putin anunciou que a mobilização de 300 mil reservistas vai estar concluida em duas semanas e diz que para já não vê necessidadae de novos ataques maciços como os do início da semana na Ucrânia.

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

Milhares de casas inundadas no Cazaquistão

Milhares retirados de casa no Cazaquistão e Rússia devido às "piores inundações dos últimos 80 anos"

Aos 79 anos, Olga despede-se da sua casa destruída por um ataque aéreo russo