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Zelenskyy diz que Rússia está a atrasar entrega de cereais

Cereais ucranianos têm como destino vários países de África, Ásia e Médio Oriente
Cereais ucranianos têm como destino vários países de África, Ásia e Médio Oriente Direitos de autor Yoruk Isik/AP
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De  Euronews
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Presidente ucraniano em cerca de 150 navios à espera de ser carregados com cereais para exportação ao abrigo da Iniciativa de cereais do mar Negro

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O presidente da Ucrânia acusou a Rússia de atrasar, deliberadamente, a passagem de navios com cereais ucranianos para exportação através do mar Negro.

Volodymyr Zelenskyy disse que mais de 150 navios estão à espera de ser carregados com cereais ao abrigo de um acordo firmado em julho - com a Turquia e Nações Unidas (mediadores das negociações) a par da Rússia - para desbloquear as exportações retidas em portos ucranianos.

O acordo deve terminar no final a 22 novembro e Moscovo já fez saber que não tem interesse em renovar, a não ser que se cumpram determinadas circunstâncias, que não foram explicadas.

"Durante a nossa operação da Iniciativa dos cereais do Mar Negro, por causa da desaceleração russa, não conseguimos entregar cerca de três milhões de toneladas de alimentos. E essa é a quantidade anual de consumo para 10 milhões de pessoas", sublinhou o presidente da Ucrânia, que fala numa fila artificial criada pela Rússia e que está a atrasar a passagem dos navios.

Zelenskyy acrescentou: "acredito que com estas ações, a Rússia está a incitar deliberadamente a crise alimentar para a tornar tão aguda quando no primeiro semestre do ano.”

Os cereais têm como destino países como Argélia, Egito, Líbano, Iraque, Bangladeche, China ou Indonésia, por exemplo.

Tropas ucranianas avançam no terreno

No habitual discurso que profere, o presidente ucraniano também elogiou os progressos do Exército contra as tropas russas.

Destacou a apreensão de material militar na região de Kherson, no sul, ilegalmente anexada pela Rússia. Aqui está em curso uma rápida contraofensiva, que obrigou ao anúncio da saída de cerca de 60 mil pessoas.

As autoridades pró-russas acusam a Ucrânia de bombardear uma ponte e atingir de civis em fuga de Kherson para a Crimeia anexada. Dizem que quatro pessoas morreram e 13 ficaram feridas no ataque.

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