Reino Unido e França apertam cerco a migração ilegal no Canal da Mancha

Este ano, mais de 40 mil migrantes já fizeram a perigosa travessia de acordo com o executivo britânico
Este ano, mais de 40 mil migrantes já fizeram a perigosa travessia de acordo com o executivo britânico Direitos de autor Gareth Fuller/PA
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De  Euronews com Lusa
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Países firmaram novo acordo para reforçar patrulhamento e reduzir volumes crescentes de travessias

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Unidos no combate à imigração ilegal através do Canal da Mancha, França e o Reino Unido assinaram hoje um novo acordo para reforçar a cooperação e travar o problema comum.

A ministra britânica da Administração Interna, Suella Braverman, e o homólogo francês, Gérald Darmanin, firmaram, em Paris, o acordo que contempla a extensão e expansão de um acordo anterior.

Estão previstas mais patrulhas marítimas e mais recursos técnicos com investimentos em tecnologia de vigilância, drones, equipas cinotécnicas e helicópteros, por exemplo, para inverter a curva dos números de travessias recorde.

"Há vários elementos no acordo e penso que representa um próximo passo positivo para a nossa colaboração com os franceses. Não vai resolver os problemas da noite para o dia, não é à prova de bala, mas penso que pela primeira vez temos algumas vitórias reais para os franceses e para o Reino Unido", sublinhou Suella Braverman.

"Veremos observadores incorporados, o que significa que haverá funcionários britânicos a trabalhar em solo francês, a observar o trabalho ou a trabalhar no terreno com representantes franceses para intercetar os imigrantes ilegais enquanto tentam deixar França", acrescentou a ministra britânica da Administração Interna.

No entanto, há quem duvide do impacto real na diminuição do número de travessias ou de mortes.

“Infelizmente, todas as vezes que há um aumento na segurança, tudo o que vemos são pessoas a correr riscos cada vez maiores e a morrer. Penso que temos de nos concentrar em garantir às pessoas uma passagem segura, alternativas seguras para pedirem asilo e para salvar vidas. Sabemos que há muitos refugiados genuínos em Calais, precisamos de fazer algo para ajudá-los, em vez de nos concentrarmos apenas em segurança, que não funcionará e não ajudará ninguém", lembrou Clare Moseley, fundadora de organização não-governamental Care4Calais.

Só este ano, de acordo com o governo britânico, mais de 40 mil migrantes cruzaram o Canal da Mancha, o que representa um aumento considerável face às 28.526 travessias do ano passado.

Fazem a perigosa travessia em barcos improvisados que saem de França rumo ao Reino Unido.

A maioria, Londres, são albaneses, iranianos e afegãos. Mas para muitos dos que correm o risco, a morte é o destino final.

Desde 2020, a colaboração entre os dois países já se traduziu no desmantelamento de 55 grupos de tráfico de pessoas e em 500 detenções.

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