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Gianni Infantino acusa o ocidente de "hipocrisia"

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De  Euronews
Gianni Infantino, Presidente da FIFA
Gianni Infantino, Presidente da FIFA   -   Direitos de autor  AP Photo/Martin Meissner   -  

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, acusa os críticos ocidentais de "hipocrisia".

Na véspera do início do Mundial, em conferência de imprensa, em Doha, Infantino realizou um monólogo de quase uma hora, onde defendeu o Qatar e o torneio e disse ter dificuldade em compreender as críticas, afirmando: "Não significa que não devamos apontar o que não funciona - também aqui no Qatar. É claro que há coisas que não funcionam e que devem ser abordadas. Mas estas lições de moral de um lado são apenas hipocrisia".

O presidente da Fifa disse ainda que os europeus "pelo que têm vindo a fazer há 3.000 anos pelo mundo, devem pedir desculpa nos próximos 3.000 anos antes de darem lições de moral".

O Infantino abriu a conferência de imprensa dizendo: "Hoje tenho sentimentos fortes. Hoje sinto-me catari, sinto-me árabe, sinto-me africano, sinto-me gay, sinto-me deficiente, sinto-me trabalhador migrante".

Sob o olhar do mundo, por causa do Mundial, o Qatar e a FIFA estão a ser alvo de fortes críticas pela forma como trata os trabalhadores migrantes, as mulheres e a comunidade LGBTQI.

Em fevereiro de 2021, o The Guardian disse que 6.500 trabalhadores migrantes da Índia, Paquistão, Nepal, Bangladesh e Sri Lanka tinham morrido no Qatar desde que tinha sido anunciada a atribuição do Campeonato do Mundo de Futebol ao país. 

O Qatar tem estado sob pressão para construir um centro de trabalhadores migrantes e Infantino anunciou um "gabinete dedicado e permanente" em Doha, na sequência de discussões com o governo do Qatar e a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Com ou sem polémicas, a festa do futebol tem início este domingo, Estádio Al Bayt.